A gestão integrada é uma ferramenta que traz benefícios clínicos, econômicos e organizacionais. Sua implantação nos setores privados está em franca expansão, porém no contexto público ainda é pouco usual.

O setor público possui como limitação o fato de ser obrigatório seguir os trâmites legais conforme determinação da lei de licitações e suas atualizações. Esse processo leva tempo desde o edital até a formalização do contrato de prestação de serviços.

Todavia, para que essa integração seja aplicável com sucesso no setor público é preciso levantar as principais vantagens dessa estratégia e mensurar os custos operacionais e gerenciais.

No post de hoje, apresentaremos 7 benefícios da gestão integrada para o setor público. Acompanhe conosco e boa leitura!

1. Unificação de sistemas

A gestão integrada tem por objetivo a conciliação de todos os dados clínicos, operacionais e econômicos de uma empresa. O sistema permite a interligação das informações clínicas com os dados do faturamento da conta hospitalar.

Além disso, o software possibilita a visualização da produtividade dos serviços, da entrada de notas fiscais e saídas para setores assistenciais dentro de uma instituição ou entre unidades da mesma pessoa jurídica.

Ao final, é possível emitir um relatório com as principais movimentações assim como verificar os principais gargalos que interferem na eficácia das atividades ou nos processos organizacionais.

2. Diminuições de custos operacionais

A gestão integrada para o setor público diminuirá os custos operacionais que se elevam ao realizar manutenção em cada um dos sistemas que operam individualmente. E, com isso, reduzirá o número de funcionários responsáveis por essas atividades.

O que se observa nos serviços públicos são movimentações descentralizadas e que não abordam um panorama real da situação institucional. Ademais, os profissionais que realizam a manutenção de um serviço, dificilmente entenderão das outras plataformas.

A integração dos procedimentos em um único software vai aperfeiçoar o tempo para resolutividade das pendências e evidenciará pontos falhos mais frequentes. Dessa forma, poderá ser instituído um treinamento contínuo dos funcionários da manutenção para prestação dessas atribuições.

3. Reduções dos processos burocráticos

A burocracia é vista hoje com uma atividade que preza pelo número de processos, não se importando com o produto final. Nesse sentido, faz parte de seu fundamento adicionar uma diversidade de etapas para chegar ao ponto desejado.

Na atualidade, os processos burocráticos geram perda de tempo, dificuldade de encontrar a etapa necessária e mudanças negativas no perfil da empresa. Por isso, as grandes organizações optam por processos mais eficientes ao menor custo possível.

Quando as práticas são descentralizadas é certo que as atividades burocráticas serão maiores. Uma simples comunicação entre os setores ganhará uma importância devido ao preenchimento intermitente de formulários, o que poderia ter sido evitada quando se adotam um sistema único.

Nesse sentido, a gestão integrada no setor público encurtará as etapas para chegar ao objetivo final e aperfeiçoará as atividades realizadas, na medida em que melhorará a comunicação entre os setores e facilitará a tomada de decisão.

4. Maior qualidade da informação

A gestão integrada propiciará uma visão holística do paciente e facilitará a rastreabilidade do processo. Quando os sistemas não são interligados o que ocorre é uma desconectividade das plataformas que atendem apenas interesses específicos.

Devido a isso, os sistemas são pobres de conteúdo para algumas informações que não são de sua alçada e extremamente detalhistas em situações específicas. Isso gera uma incongruência de dados, pois os mesmos podem ser repetir nas diferentes plataformas.

O sistema integrado garante uma maior qualidade das informações geradas. Isso porque as movimentações são centralizadas e não existem dados secundários, fato que pode gerar inconsistências no estoque ou nos dados do faturamento.

Além disso, possibilita a rastreabilidade dos pacientes que, uma vez internados, são encaminhados para outros setores e serviços e necessitam de dados completos sobre seu histórico clínico e medicamentoso.

5. Otimização global dos processos

Uma vez que o gestor tem em mãos todos os processos em um só sistema, ficará mais fácil tomar decisões estratégicas. Os relatórios estarão condizentes com os estoques reais dos insumos hospitalares e o consumo estará mais próximo da realidade.

A visão global da empresa permite traçar metas em curto, médio e longo prazo, ter um panorama da situação financeira atual e propor medidas operacionais e estratégicas para alterar o quadro existente.

Sendo assim, as atividades gerenciais serão direcionadas conforme a situação crítica de cada serviço assistencial existente. Alguns serviços demandarão mais tempo e recursos financeiros conforme a realidade apresentada, enquanto outros, não serão modificados em muitos pontos.

6. Seguranças na movimentação dos dados

A gestão integrada no setor público emerge com uma necessidade para as grandes empresas de saúde. Somadas a uma tecnologia de informação de confiança é possível ter garantias em todo o funcionamento do software.

Primeiramente, observa a segurança durante a movimentação das informações, fato evidenciado pelo uso de senha pessoal e intransferível para cada colaborador e controle contra ciberataques. Além disso, cada indivíduo terá acesso às atividades que lhe cabem.

Uma vez que existe essa rastreabilidade é possível identificar as atividades executadas pelos colaboradores e responsabilizar os indivíduos pelas consequências de seus atos. Vale lembrar que no setor público essa vem na forma de advertências.

7. Diminuição de estoques paralelos

A realidade dos serviços públicos é uma variedade de softwares que controlam separadamente os estoques nas instituições. O controle de estoque não é efetivo, a programação de compras é ineficaz e as consequências são excesso ou falta de itens.

Nesse sentido, a gestão hospitalar integrada centralizará o estoque dos insumos hospitalares, facilitando a programação e o processo de aquisição dos produtos. As demandas continuarão individualizadas por setores, porém o montante será único.

Essa vantagem permite maior negociação do processo de compras, entrega programada dos itens e remanejamento do estoque para os serviços de alta demanda, tudo isso, dentro do mesmo estabelecimento.

A gestão integrada no setor público é uma necessidade crescente para redimensionar o aporte financeiro destinado à implantação de software. As vantagens de sua implantação se refletem na centralização do procedimento, otimização dos processos gerados, maior controle de estoque, diminuição dos custos operacionais, dentre outros benefícios. Todavia, a contratação de serviços do setor público deve atender os requisitos da lei de licitações e o que pode levar tempo entre a definição do software e a implantação.

E você, entendeu os benefícios da implantação da gestão integrada no setor público? Necessita de informações específicas? Comente!