Em uma lista típica de prioridades do dia a dia da TI no judiciário, a implantação de tecnologias que façam as operações funcionarem de forma eficiente está bem no topo. Enquanto isso, certificar-se de que a organização está operando de forma eficiente — isto é, gerir e aumentar o controle de TI — acaba ficando em segundo plano.

Infelizmente, o efeito cumulativo dessa inversão de prioridades pode ser uma organização de TI que está repleta de ineficiências operacionais e cheia de custos.

Diante do encolhimento dos orçamentos e do foco crescente no ROI, a TI no judiciário está em constante pressão para ajudar a melhorar os serviços e operações realizados.

Para este fim, é preciso considerar a implantação de estratégias e práticas que aumentem o controle de TI no judiciário de maneira que ela seja executava de forma eficaz e eficiente — como um negócio.

Pensando nisso, aqui estão algumas das 5 melhores práticas:

1. Padronização dos dados

Um passo básico que o judiciário pode tomar para melhorar a eficiência operacional global é integrar aplicativos de gerenciamento de TI e criar definições de dados consistentes.

Em muitas operações de TI, os processos e as aplicações são manchadas pela falta de padronização, o que pode impedir o fluxo de informações. Além disso, não há uma convenção de nomenclatura única para os dados de TI, o que leva a relatórios inconsistentes e confusão estatística.

Definições de dados consistentes são fundamentais para a integração de processos de TI e tecnologias de suporte, mas muitas organizações não possuem um modelo de dados padrão.

Por quê? Porque a TI cresceu ao longo de décadas sem se preocupar em integrar padrões para o planejamento da demanda, desenvolvimento de catálogo de serviços, gerenciamento de operações e relatórios.

O resultado é uma mescla de nomenclatura e convenções. Para obter maior eficiência e controle de TI, é preciso considerar a reconciliação das definições de dados e integrá-las em um único dicionário que servirá de padrão para a organização.

2. Interoperabilidade de aplicativos entre fornecedores

Além de padronizar as definições de dados, é preciso dividir silos de softwares para que aplicativos de diferentes fornecedores possam trocar dados entre si. Esses aplicativos podem se localizar dentro ou fora do firewall de uma empresa, mas precisam assegurar a interoperabilidade.

Ela refere-se à capacidade básica dos sistemas computadorizados de se conectarem e se comunicarem prontamente, mesmo que sejam desenvolvidos por fabricantes diferentes em diferentes indústrias.

Ser capaz de trocar informações entre aplicativos, bancos de dados e outros sistemas informáticos é crucial para o judiciário moderno. A capacidade de esses sistemas funcionarem juntos reduz o custo de construção e suporte de uma infraestrutura heterogênea.

Dito isto, vale a pena notar que a homogeneidade pode, de fato, oferecer benefícios substanciais na redução dos problemas operacionais e da complexidade da infraestrutura de TI no judiciário.

3. Repositório de dados para suportar análises aprimoradas

Para gerar informações precisas e úteis sobre o desempenho operacional, as aplicações avançadas de análise precisam de dados oportunos e relevantes. Geralmente, isso pode ser feito construindo um repositório comum de dados que consolida informações de várias fontes e depois as normaliza e reconcilia antes do armazenamento.

A quantidade de dados coletados e armazenados vem crescendo rapidamente, criando a necessidade de investir em maneiras mais eficientes de gerenciá-los. A crescente complexidade dessas informações representa uma ameaça à qualidade e ao controle de TI, tornando a integração necessária.

Os dados errôneos são praticamente inúteis e até mesmo prejudiciais para uma organização porque, se as equipes de gerenciamento estão tomando decisões críticas com base em dados imprecisos, os resultados podem ser dispendiosos.

Um repositório central é uma coleção de bancos de dados existentes mesclados em um só, para que ele possa ser compartilhado, analisado ou atualizado em toda a organização judiciária.

Ele é essencialmente criado pela integração dos dados de todas as fontes disponíveis. Ter todas as informações em uma localização central permitirá que elas sejam facilmente organizadas, analisadas e protegidas.

4. Custos credíveis com base em serviços

Integrando sistemas de gerenciamento financeiro de TI com gerenciamento de serviços, gerenciamento de projetos e recursos de aquisição, o judiciário pode definir o custo total de propriedade de um aplicativo, aparelho ou serviço. Muitas organizações dependem de produtos de gerenciamento para ajudar a alocar adequadamente seus custos.

Para efetivamente usar esses produtos, a organização requer padrões de dados bem definidos, um catálogo de serviços, infraestrutura de suporte e processos estabelecidos. Isso nos leva a nossa próxima prática recomendada para aumentar o controle de no judiciário.

5. Contar com o apoio de um parceiro

Por último, mas não menos importante, um parceiro será capaz de fazer todas essas integrações e padronizar o gerenciamento de dados no judiciário.

Atualmente, organizações do setor público estão repletas de perguntas sobre sua infraestrutura de TI e seu monitoramento e gerenciamento — e, por uma boa razão. Se o gerenciamento de TI não for compatível com o nível de qualidade de serviço que se deseja atingir, isso não será conquistado.

Os serviços de gerenciamento de TI terceirizados oferecerão vantagens como segurança maior, monitoramento de servidores mais eficiente, melhor acesso a serviços em nuvem, relatórios otimizados, interoperabilidade de sistemas e muito mais.

E ainda existem muitos outros motivos para contar com um bom parceiro de TI. Com ele, todos os seus sistemas serão individualmente avaliados e otimizados, embora dentro de um procedimento de diagnóstico holístico que examine cuidadosamente e conserte quaisquer falhas ou pontos fracos em sua rede.

Desde medidas de segurança diligentemente avaliadas e implementadas para opções avançadas de computação em nuvem e suporte técnico de ponta para os usuários. Tudo isso para — ao contrário do conhecimento comum — entregar maior controle de TI para a organização, que poderá focar em decisões puramente estratégicas.

Nos próximos anos, a proposição de valor da TI no setor público será moldada por quão bem ela pode melhorar a eficiência operacional dos serviços que suporta. Para este fim, deve-se considerar a implantação de estratégias tais que proporcionem o aumento do controle de TI no judiciário.

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