As tendências de TI na área de saúde prometem revolucionar a assistência ao paciente. Os recursos tecnológicos somados aos conhecimentos científicos poderão aprimorar o diagnóstico, facilitar a intervenção terapêutica, garantir qualidade de vida ou prolongar os cuidados intensivos ao paciente.

As ferramentas são diversas e atuam de forma direta ou por meio de dispositivos internos que monitoram os parâmetros fisiológicos e bioquímicos dos pacientes. Conhecer cada uma delas e sua aplicabilidade será de grande valia na tomada de decisão clínica dos profissionais.

As tendências de TI fazem parte do que chamamos de internet das coisas, conceito cada dia mais presente nas atividades cotidianas e que agora toma proporções maiores no âmbito clínico, financeiro e educacional.

Quer saber quais são as maiores tendências de TI na área de saúde? Então acompanhe nosso post de hoje e fique por dentro das novidades!

1. Integração de dados clínicos dos pacientes

Com o advento do prontuário eletrônico e das inovações incorporadas a ele, atualmente, é possível fazer um diagnóstico clínico com maior poder de precisão integrando todos os dados do paciente.

O prontuário eletrônico traz como vantagem a facilidade de entendimento das orientações médicas, a diminuição das rasuras e do extravio de documentos. E tudo isso pode ser armazenado em um software ou na nuvem.

Assim, fica mais fácil para o profissional de saúde verificar o histórico clínico, medicamentoso e laboratorial do paciente e estabelecer o prognóstico mais favorável aliado com as condutas terapêuticas existentes.

Ademais, com o grande advento do levantamento genômico dos pacientes, os tratamentos serão mais personalizados e condizentes com a constituição genética dos doentes.

2. Telemedicina nas instituições de saúde

Antes vista como uma grande promessa, atualmente pode-se afirmar que a telemedicina está presente em praticamente todos os níveis assistenciais de saúde e, inclusive, no setor público.

Para tanto, basta um computador com acesso à internet, a profissionais de saúde engajados na causa e de uma demanda de pacientes que necessitam dos serviços ofertados. As consultas virtuais tem sido uma proposta para desafogar as unidades básicas de saúde e aumentar as chances de um diagnóstico emitido por um especialista no assunto.

O conceito de telemedicina se refere à emissão e transmissão de informações clínicas para localidades em que distância geográfica é o fator impeditivo. Dessa forma, é possível conversar com especialistas por videoconferência, acompanhar cirurgias em tempo real de forma virtual, entrar em plataformas médicas por tabletes e telefones celulares e buscar acesso remoto dessas informações.

Uma das vertentes da telemedicina de grande notoriedade é a telerradiologia, técnica que permite a geração e transmissão de laudos radiológicos para outras localidades. Com isso, os exames são laudados mais rapidamente e enviados com a mesma qualidade técnica de uma impressão comum.

3. Big Data no setor saúde

Big data é a grande promessa para a medicina das populações, pois integra dados clínicos, laboratoriais, epidemiológicos, genéticos, farmacoeconômicos, custos tangíveis e tantas outras possibilidades demandadas.

Os softwares estão sendo gerados para suportar um volume gigantesco de informações que vão possibilitar uma análise estatística mais apurada e facilitará a tomada de decisões clínicas baseadas em banco de dados mais completo.

Além disso, será possível fazer pesquisas acadêmicas com elevado número de pacientes e compilar as conclusões de forma sistemática e estatisticamente relevante.

Essa ferramenta tenderá a diminuir os custos investidos em grandes estudos clínicos, pois os resultados preliminares vão indicar pela continuidade ou não de alguma proposta terapêutica.

4. Dispositivos vestíveis

A tradução não é uma das melhores, mas trata-se de dispositivos que serão implantados ou inseridos superficialmente nos pacientes para monitorar parâmetros de interesse clínicos.

Nesse sentido, é possível adaptar um sensor nos braços de pacientes com diabetes para avaliar os níveis glicêmicos periodicamente. Para tanto, é necessário que o paciente aproxime o celular ao sensor instalado no braço que fornecerá o resultado glicêmico.

Outra inovação bastante difundida são as pulseiras tecnológicas que possuem diversas indicações. Para os amantes do esporte ou que necessitam de avaliação constante da frequência cardíaca, existem as pulseiras fit.

Com essas ferramentas tecnológicas, será possível mensurar os dados clínicos dos pacientes em tempo real e, dessa forma, os médicos poderão tomar atitudes mais rápidas para evitar a progressão de uma enfermidade.

5. A robótica na saúde

Considerada uma ferramenta vista em filmes de ficção científica, a robótica vem transformando os cuidados clínicos em muitas vertentes, desde o contato pessoal até a realização de procedimentos cirúrgicos.

Exemplo disso é o robô instalado no hospital dos Estados Unidos que funciona como uma “recepcionista” e conduz os pacientes aos setores solicitados. Ele reconhece as principais solicitações do hospital e cumpre seu papel adequadamente.

Alguns robôs podem realizar procedimentos cirúrgicos menos complexos, mas que exigem muita precisão. É o caso de colocação de stent para desobstrução das grandes artérias. Sua habilidade tem sido comparada a de cirurgiões experientes.

6. Realidade virtual aplicada à medicina

A realidade virtual é uma ferramenta que muitas pessoas associam a diversão e entretenimento, porém sua aplicação na medicina tem propiciado tratamentos inovadores.

Por meio de simulações de ambientes reais, é possível tratar desde transtornos psiquiátricos até amenizar dores em pacientes com grandes queimaduras. No primeiro caso é criado um ambiente controlado em que o paciente deve interagir com suas fobias e o médico fará a intervenção conforme o decorrer da exposição.

No segundo caso, são apresentados jogos interativos durante a troca de curativos que são extremamente dolorosas nos grandes queimados. A distração propiciada pelos jogos modifica o foco da atenção do paciente que não percebe a intervenção terapêutica que está sendo realizada.

As tendências de TI na área de saúde vieram com uma proposta de melhorar a assistência clínica prestada por meio de técnicas inovadoras e conhecimentos aprofundados sobre os mecanismos fisiopatológicos das doenças. As ferramentas são diversas e cabe a cada profissional dedicar seus esforços e investimentos financeiros para garantir uma assistência clínica de qualidade e sem muitas técnicas invasivas.

E você, conhece mais alguma tendência de TI que pode ser aplicada em sua instituição de saúde? Está acompanhando as mudanças tecnológicas em sua área de atuação clínica? Então, não perca os artigos desse blog e baixe o e-book Guia completo sobre a importância do monitoramento dos serviços de TI para as instituições de saúde.