O atendimento na saúde pública encara diversos desafios. A grande quantidade de pessoas em filas de espera, a atuação pouco satisfatória de profissionais e a baixa efetividade, em muitos casos, reforçam a ideia de pouca eficiência.

Pioneiro, o Sistema Único de Saúde (SUS) tem muito a oferecer a pacientes com diferentes condições e necessidades. Porém, é preciso driblar esses obstáculos para que seja viável otimizar todo o processo. Com isso, a gestão dos hospitais precisa trabalhar para que tudo possa sair do papel.

O uso de estratégias adequadas faz a diferença nesse momento. Descubra quais são as 6 melhores para obter os níveis desejados.

1. Padronize os principais processos de atendimento

Quando a equipe não sabe qual processo deve ser implementado, é comum que tudo se torne menos eficiente. O resultado vem na forma de um longo tempo de espera por atendimento, assim como na insatisfação dos pacientes de uma maneira geral.

Para lidar com essa questão, o melhor é padronizar todos os processos, desde o contato inicial até a finalização da consulta.

É o caso de estabelecer a necessidade de triagem, determinando quais pontos fazem com que um paciente receba atenção urgente e quais devem aguardar, de acordo com as prioridades.

Também é necessário determinar como ocorre a marcação de consultas, a realização de exames e até mesmo de cirurgias.

Isso ajuda a criar um tratamento que é igualitário para pacientes e eficiente para a equipe, evitando retrabalhos ou dificuldades causadas pela desorganização. A comunicação deve ser clara e tem que ser reforçada constantemente, mantendo o fluxo conforme o esperado.

2. Empregue a tecnologia nas tarefas

Uma das melhores formas de padronizar os processos e fazer com que tudo siga parâmetros bem definidos é utilizando a tecnologia. Esse ainda é um ponto deficiente no atendimento na saúde pública, mas é importante mudar o panorama para melhorar a qualidade da oferta aos pacientes.

Sistemas para agendamento automático de consultas agilizam essa tarefa, assim como o uso de opções para confirmação de presença. Assim, é possível diminuir a taxa de absenteísmo dos pacientes.

Ferramentas que geram senhas automáticas auxiliam na triagem, enquanto os que armazenam as informações pessoais e médicas de cada paciente estimulam o cuidado continuado com a saúde.

Também há benefícios em questões como rotação de leitos de UTI ou comunicação com outras unidades para fazer uma melhor distribuição de pessoas. Especialmente em redes de alta complexidade, esses elementos facilitam o trabalho que, de outro modo, corre o risco de perder eficiência.

3. Aposte em um atendimento humanizado

O atendimento humanizado tem tudo a ver com pacientes se sentindo à vontade, acolhidos e realmente compreendidos no ambiente de saúde. Isso se contrapõe ao mecânico e com pouca consideração de necessidades específicas, o qual normalmente acontece na rede pública.

Essa é, também, uma questão de ética e confiança, melhorando a percepção dos pacientes sobre o que cada especialista e funcionário pode oferecer quando ele mais precisa. Um atendimento humanizado, portanto, contribui para a satisfação dos pacientes, estimulando-os a cuidar da saúde de maneira contínua.

Isso também favorece a relação com os profissionais e deve ser algo que começa logo nas etapas iniciais. É preciso dar atenção concreta para saber como o paciente se sente, qual é o seu histórico e qual é a experiência dele dentro do hospital. Utilizar informações previamente armazenadas, por exemplo, é uma excelente forma de se preparar para uma consulta e, então, torná-la melhor.

Todos devem estar preparados para atender cada paciente de acordo com suas necessidades, contribuindo efetivamente para a qualidade da saúde.

4. Capacite continuamente os colaboradores

Para que as tarefas sejam executadas corretamente, da triagem à consulta, o treinamento é indispensável. Toda a equipe precisa passar por um treinamento que leve em consideração as etapas do processo, garantindo que estejam prontos para o atendimento.

A questão é que a atenção na saúde pública, muitas vezes, é debilitada justamente pela falta de preparação para essas etapas. Quanto mais organização for, melhor será o aproveitamento dos recursos financeiros, técnicos e humanos.

Tão importante quanto realizar o treinamento é garantir que ele seja relevante ao longo do tempo. Por isso, deve-se investir em capacitar continuamente todos os colaboradores, de modo que as melhores práticas sejam sempre empregadas.

5. Dimensione a equipe corretamente

A falta de pessoal pode tornar um processo mais complexo e menos efetivo. Como isso resulta na insatisfação dos pacientes, deve-se pensar no dimensionamento correto da equipe.

Faça um cruzamento de dados entre os atendimentos prestados, o volume médio de demanda e as necessidades com maior urgência e prioridade. Se as consultas aparecem em maior volume, a equipe deve ter maior foco no atendimento. Porém, se o hospital é um centro de referência em cirurgias de alta complexidade, a prioridade desse elemento também exige um bom dimensionamento de pessoas disponíveis para tais atividades.

Tal remanejamento evita a sobrecarga de funcionários e contribui para que todas as pessoas (pacientes e colaboradores) recebam a atenção devida. Ao mesmo tempo, contribui para evitar uma baixa taxa de ocupação, o que é causado por uma equipe superdimensionada.

6. Use o feedback para realizar melhorias

Por mais que tudo esteja devidamente estruturado, sempre há o que melhorar. Conhecer a percepção de quem é atendido e de quem atende ajuda na otimização contínua de parâmetros.

Por isso, uma das estratégias inclui a coleta e análise de feedback. Procure entender a experiência das pessoas sobre a forma como as coisas funcionam, encontrando pontos que precisam ser melhorados.

Essa ação leva a um ganho estratégico em relação à atuação, já que vai ampliar a satisfação de todos os envolvidos. Como essa conquista é, justamente, uma das grandes dificuldades, o emprego do feedback se torna ainda mais relevante.

Além de tudo, o uso dessa ferramenta também tem a ver com a abordagem humanizada, dando voz aos maiores interessados e aos envolvidos em todo o processo. Como consequência, há melhor direcionamento quanto às ações de otimização, melhorando o emprego dos recursos.

A partir da aplicação dessas estratégias, a tendência é a melhora no atendimento na saúde pública. Com isso, ganham pacientes e profissionais, levando a um cuidado muito mais efetivo.

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