Big data é um fenômeno tecnológico e estatístico que tem proporcionado resultados interessantes em diversos negócios. Sua implantação na gestão hospitalar é algo novo, mas que tem ganhado um espaço cada vez maior.

Para que essa metodologia traga resultados interessantes às empresas de saúde, é preciso considerar um alto volume de produtividade, associado a elevados orçamentos, assim como muita competência dos técnicos em informática e gestores clínicos.

Essa ferramenta pode trazer resultados complexos e fornecer um diagnóstico mais preciso da situação hospitalar, possibilitando a elaboração de metas em curto, médio e longo prazo. Essas metas serão o fruto de estudos mais apurados e condizentes com a realidade do hospital.

Se você ainda não sabe com aplicar a ferramenta do big data na gestão hospitalar ou deseja aprimorar seus conhecimentos a respeito do assunto, acompanhe o nosso post de hoje e descubra oportunidades de crescimento na sua instituição!

Qual é o conceito do big data para a saúde?

É possível entender o big data como um grande banco de dados que, aliado a tratamentos estatísticos, pode fornecer informações extremamente relevantes para uma instituição hospitalar.

Isso significa que a ferramenta big data interliga a produtividade clínica do hospital aos dados epidemiológicos do cenário em que ele se encontra e, por meio de avaliações estatísticas, pode prever alguns resultados muito interessantes.

Fatores como a automatização do hospital, juntamente à tecnologia de informação, podem contribuir para o sucesso da aplicação da prática. Isso porque eles garantem segurança no envio de informações entre os setores e rapidez nos processos.

Suponhamos que o hospital esteja situado em uma localidade com uma incidência crescente de tuberculose e que os pacientes com essa doença estão se internando nele. A tendência é observar a mudança de perfil de pacientes, oferecer tratamentos direcionados às complicações da doença e monitorar a evolução dos casos.

Qual é o impacto do big data na área da saúde?

O impacto do big data na área da saúde se reflete no volume de dados clínicos que podem ser levantados com segurança e que conseguem antever as principais tendências em relação às condutas terapêuticas para com o paciente.

Também é preciso considerar o levantamento de custos operacionais e gerenciais que poderão ser analisados com base nas estatísticas dos dados. Sendo assim, os epidemiologistas e os gestores vão trabalhar juntos para apurar o cenário existente. Por exemplo, caso seja interessante abrir novas frentes de trabalho, as informações obtidas pelo sistema do hospital podem não ser suficientes para mostrar a efetividade do serviço.

Tudo isso deve ser interpretado conforme análises internas e externas, além de levar em conta dados epidemiológicos obtidos em grandes estudos clínicos, feitos dentro de uma realidade parecida com a vivenciada na instituição hospitalar.

Por meio dessas avaliações, será interessante elaborar projetos clínicos que atenderão aos pacientes de forma precisa e completa, e que também poderão prever os principais custos conforme a demanda de doentes.

Quais áreas clínicas podem se beneficiar do big data?

As áreas clínicas que já utilizam o big data possuem um diferencial inovador nas suas condutas. Uma dessas áreas é a medicina de precisão, considerada uma forma de personalizar o tratamento do paciente. Nessa técnica, os pesquisadores fazem análises estatísticas baseadas nos estudos clínicos publicados em revistas científicas.

Isso funciona da seguinte maneira: suponhamos que os resultados de um estudo clínico controlado e randomizado mostraram que indivíduos acima de 60 anos apresentam 80% de chance de cura ao utilizarem um determinado medicamento.

Apesar da eficácia elevada, essa pesquisa não resolve todos os problemas terapêuticos dos que são afligidos por essa doença. E o que acontece com o restante dos indivíduos? Quais foram as características clínicas que impediram a eficácia do tratamento?

Essas respostas são respondidas por meio do aumento do número da amostra e da compilação de muitos dados clínicos feitos pelo big data. Com o big data, é possível analisar quais os fatores clínicos e não clínicos de outros estudos que influenciaram na ineficácia de um tratamento.

Como funciona o big data aplicado no prontuário eletrônico do paciente?

O prontuário eletrônico do paciente pode ser otimizado com o big data. Com a forte tendência de universalização e digitalização dos dados do paciente, será possível obter informações sobre todos os atendimentos realizados.

Com uma infraestrutura gigantesca e profissionais treinados para alimentar os dados corretamente, além do envio de informações em tempo real, será possível traçar um panorama dos serviços utilizados pelos pacientes e as principais demandas da sociedade.

Esse processo já acontece em sistemas públicos, como no caso do Reino Unido, onde os pacientes obtêm um registro único de saúde e as informações podem ser acessadas em qualquer serviço de saúde.

Na Suécia, o recém nascido recebe um código de saúde que será utilizado para todos os serviços que precisar. O médico consegue obter o histórico clínico do paciente acessando o sistema que alimenta todos as unidades de saúde do país.

Quais as vantagens do big data para interpretação de dados em saúde?

Considerando uma instituição hospitalar, a ferramenta de big data pode ser vista por muitos como uma solução de proporções desnecessárias. Porém, o que muitos gestores não conseguem compreender é que os dados obtidos no hospital podem servir para analisar o cenário externo à instituição, bem como o panorama de morbidade de cada região do Brasil.

Assim, o investimento em estratégias para implantação do big data se justificariam, pois seria possível prever o tipo de paciente que será internado e quais condições não necessitam de hospitalização.

Com as ferramentas necessárias e profissionais qualificados, é possível pensar na elaboração de pesquisas clínicas que beneficiem os pacientes e tragam investimentos financeiros para a instituição hospitalar.

O big data e o tratamento estatístico de qualidade também pode ser implantado com sucesso em instituições de saúde. Basta conhecer seus fundamentos, as condições para sua execução e a seleção de profissionais que tornarão essa ferramenta vantajosa.

Por isso, o gestor, como grande mentor na elaboração de projetos, deve aprofundar os conhecimentos nessa estratégia para garantir a sustentabilidade e a projeção da instituição hospitalar. Para aperfeiçoar seus conhecimentos, leia também sobre os 06 benefícios da utilização de sistemas de gestão hospitalar!