Ferramentas essenciais para desenvolver uma boa gestão, os indicadores hospitalares são recursos estratégicos usados na avaliação do desempenho de um hospital. Esses indicadores são traçados segundo os dados que envolvem a organização do hospital, bem como os recursos presentes na instituição e a metodologia de trabalho.

Sendo reflexo da situação real de um hospital, os indicadores de gestão hospitalar trabalham com dados de todos os departamentos.

E essas informações, quando cruzadas, revelam ser instrumentos importantes para avaliar a qualidade da assistência prestada, o tipo e quantidade de recursos hospitalares e o controle de gastos e, ainda, o índice de produtividade.

Você é um gestor que se preocupa em avaliar o desempenho de seu hospital? Então confira os principais indicadores de gestão que podem lhe ajudar nessa tarefa.

1. Taxa de ocupação

Esse indicador corresponde à relação percentual entre o número total de pacientes atendidos por dia e os números de leitos disponíveis por dia no hospital, em um determinado período.

Os leitos considerados nesse cálculo incluem os leitos extras, mas excluem os leitos bloqueados (seja por manutenção ou devido ao isolamento por infecção).

Além disso, são considerados os leitos de recuperação pós-anestésica, leitos de observação, berçário de recém-nascidos sadios e leitos do pré-parto.

Ter em mãos a taxa de ocupação auxilia o gestor a conhecer melhor o perfil de ocupação de leitos dentro do hospital, indicando de que forma eles estão sendo utilizados.

E dessa forma permite gerenciar melhor este recurso, tendo em vista que a manutenção de um leito hospitalar é um instrumento de alto custo e, portanto, deve ser bem empregado.

Por exemplo, uma taxa de ocupação diária que sempre gire em torno de 60% demonstra que a estrutura do hospital este sendo pouco utilizada, ou seja, sua estrutura vai além da demanda da região.

Já uma taxa que costuma passar 100% pode indicar que o hospital está utilizando leitos extras com muita frequência, o que indica necessidade de expandir os leitos da instituição.

2. Intervalo de substituição

Este indicador revela qual o tempo médio que o centro cirúrgico fica desocupado. Em outras palavras, indica o tempo entre a saída e a admissão de um paciente em que o leito permanece ocioso.

É calculado pelo percentual de desocupação multiplicado pela média de permanência. E o resultado é dividido pela porcentagem de ocupação.

O intervalo de substituição permite avaliar, portanto, como está sendo gerenciado o uso do leito hospitalar ou do bloco cirúrgico. Assim, um índice alto indica grande ociosidade nas vagas do bloco, o que compromete a assistência de demais pacientes que esperam por uma cirurgia.

Para tanto, é importante organizar a utilização das salas do bloco cirúrgico, para reduzir a ociosidade e garantir o atendimento dos pacientes de maneira satisfatória.

3. Tempo médio de permanência

Seu cálculo é estipulado segundo o total de pacientes atendidos diariamente em um intervalo de tempo. O número encontrado é dividido pelo número de pacientes que saíram nesse mesmo período de tempo.

Dentre esses pacientes que saíram da instituição incluem aqueles que tiverem alta, foram transferidos para outro serviço ou vieram a óbito em um mesmo intervalo de tempo.

É essencial saber previamente o perfil dos atendimentos do hospital já que fatores como tipo de procedimento oferecido e perfil clínico do paciente podem influenciar o tempo médio de permanência dentro do hospital.

Assim, esse indicador de gestão hospitalar deve ser preferencialmente utilizado em hospitais com internações de curto período de tempo.

Nos casos de internações de longa permanência, a fórmula deve ser adaptada para a soma dos dias de internação de cada paciente em um período dividido pelo número total de pacientes nesse mesmo período.

Dessa forma, o tempo médio de permanência elevado pode demonstrar, por exemplo, que o paciente leva mais tempo aguardando a realização de um procedimento cirúrgico ou exame.

Ou também pode indicar que os pacientes passam longo período de tempo recuperando de infecções pós-cirúrgicas, no caso de uma taxa de infecção hospitalar também elevada.

4. Indicadores de rentabilidade

Esse indicador não revela o quanto o hospital faturou, ou seja, o quanto obteve de lucro e, sim, indica o quanto a instituição ganhou em relação ao montante de recursos financeiros que investiu. Ou seja, revela o retorno financeiro do hospital.

Seu cálculo se dá por diferentes formas: por procedimento, por convênio, por especialidade, por médico, por setor, dentre outros. Mas, para calcular a rentabilidade geral é utilizado o Return on Investment (ROI).

O ROI indica a produtividade relacionada à utilização de recursos. Portanto, quanto maior a produtividade da instituição, maior é o aproveitamento dos recursos que foram investidos.

5. Faturamento

Ele é parte da gestão administrativa da instituição, já que esse indicar é responsável por avaliar com eficácia se o hospital é capaz de faturar sem ter perdas que comprometam seu equilíbrio financeiro.

Para o cálculo correto desse fator, é necessário que os registros dos procedimentos aos quais o paciente foi submetido esteja registrado de forma adequada no prontuário. Apenas dessa forma é possível assegurar a confiabilidade desse indicador.

Além disso, o faturamento pode ser calculado percentualmente segundo um parâmetro específico (procedimento, especialidade, convênio, dentre outros) em cada convênio estabelecido pelo hospital.

Com esse dado, é possível saber qual é o convênio mais benéfico financeiramente para a instituição, e determinar quais contratos valem a pena ser mantidos.

6. Satisfação do paciente

É possível avaliar esse índice mediante questionários de avaliação de satisfação que o paciente pode preencher. Esse indicador ajuda a conhecer qual o nível de satisfação da pessoa atendida, e pode revelar a qualidade da assistência prestada pelo hospital.

Para isso, é interessante escolher uma pergunta padrão do questionário, por exemplo, “Você indicaria este serviço a algum familiar/amigo?” e a partir dela realizar o cálculo seguinte: número de questionários com a resposta “sim” para a pergunta-padrão dividido pelo número total de questionários respondidos, multiplicado por cem.

A partir do resultado, o gestor pode ficar ciente quanto à necessidade ou não de melhorar a qualidade do atendimento.

Portanto, monitorar os indicadores de gestão hospitalar é essencial para uma boa administração, já que facilita a organização tanto financeira quanto assistencial da instituição.

Então, não perca tempo e comece a utilizar já essas ferramentas na gestão de seu hospital.

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