O armazenamento de rede funciona de forma bem diferente do armazenamento em uma única máquina física. Quando um usuário doméstico quer mais espaço no seu computador, é comum que ele compre um HD externo, troque seu disco por algum maior ou até mesmo utilize outras soluções como cartões de memória e pendrives.

Mas quando o assunto é rede, mesmo quando a solução envolve apenas comprar mais discos para ampliar o espaço disponível, existem detalhes técnicos significativos que fazem toda a diferença.

Na prática, existem três formas principais de lidar com o armazenamento em redes: DAS, NAS e SAN. Neste artigo, explicaremos o que significam essas siglas e detalharemos como cada uma delas funciona. Boa leitura!

Armazenamento de rede DAS

O armazenamento DAS é o método mais simples de ampliação do espaço disponível na rede. DAS é a abreviação de Direct Attached Storage, expressão que pode ser traduzida para o português como armazenamento diretamente anexado.

Na prática, o armazenamento DAS consiste em dispositivos de armazenamento externo diretamente ligados aos servidores ou a outros equipamentos da rede.

Não é muito diferente dos HD externos disponíveis ao público, ainda que na maior parte dos casos eles serão gavetas de HD conectadas em portas USB ou, melhor ainda, eSATA, que permitem uma troca de dados mais veloz.

O DAS é interessante quando a demanda de armazenamento dos servidores da rede podem ser atendidas por um único equipamento. O investimento é mais barato que outras formas de armazenamento de rede e a configuração é bem mais simples, já que o equipamento não afeta a complexidade da rede.

Por outro lado, como no DAS as informações são acessadas apenas pelos servidores diretamente conectados, ele não é vantajoso quando existem muitos servidores e não escala bem com o crescimento das demandas de armazenamento da empresa.

Armazenamento de rede NAS

Enquanto o DAS é uma estrutura simples, o armazenamento de rede NAS é um modelo bem mais complexo que envolve um equipamento rodando um sistema operacional completo que disponibilizará os arquivos diretamente na rede.

A sigla NAS é uma abreviação de Network Attached Storage, que em português significa armazenamento anexado à rede.

A grande vantagem do NAS é que ele pode ser compartilhado com diversos clientes, simplificando o acesso aos arquivos na rede.

Quando um NAS tem um único HD, ele é chamado de single drive. Mas, muitas vezes, é interessante escolher equipamentos que suportam múltiplos discos, os multidrive, para configurá-los em RAID e ter redundância, backup ou mais armazenamento.

Dependendo do tipo de demanda da rede, é possível aumentar significativamente a confiabilidade com a utilização de, por exemplo, um RAID 6, que sacrifica um pouco de espaço na rede para gerar códigos de paridade que são espalhados pelos discos, o que garante a segurança dos dados mesmo se dois HDs sofram algum tipo de falha.

Uma outra diferença é que servidores NAS fazem transferências com uma performance melhor, pois elas acontecem em nível de arquivo, enquanto DAS e SAN utilizam blocos de dados.

O NAS atende boa parte das redes de pequeno e médio porte satisfatoriamente. Eles são fáceis de instalar e configurar, além do custo consideravelmente acessível. Como são soluções prontas, podem ser facilmente instalados, reduzindo os custos de TI envolvidos.

E o custo de um NAS é relativamente baixo, sendo que os modelos mais simples são mais baratos que um PC similar. Mas quando existe uma demanda por mais armazenamento, redundância e desempenho, pode ser preciso partir para um armazenamento de rede SAN.

Armazenamento de rede SAN

O SAN é uma implementação de armazenamento de rede bem mais cara e, por isso, é comum que ela seja utilizada apenas em empresas de grande porte, que possuem muito valor em seus dados e podem investir em métodos mais seguros e confiáveis para conservá-los.

SAN significa Storage Area Network, o que em português seria algo como rede de área de armazenamento. Diferente do DAS e do NAS, o SAN requer uma estrutura mais complexa que, geralmente, envolve uma ou mais unidades de armazenamento, um switch e um servidor, além dos cabos de rede que vão conectar tudo isso.

Enquanto o NAS é um servidor de arquivos que pode ser acessado por vários clientes, o SAN é uma unidade de armazenamento única acessada diretamente pelo servidor. Sua vantagem principal é a segurança, pois existe uma redundância significativa nos dados e a confiabilidade do sistema é maior.

Além disso, o SAN pode ser facilmente compartilhado em vários servidores, diferente do DAS. E claro, o SAN é mais escalável que o NAS e o DAS, pois pode ser expandido apenas com a compra de novos racks de armazenamento.

Por outro lado, o custo elevado do SAN faz com que ele não seja regularmente adotado por empresas menores com orçamentos mais enxutos para a TI.

Como escolher a melhor opção

A melhor opção entre DAS, NAS e SAN dependerá das demandas de armazenamento de cada rede. Cada uma dessas possibilidades tem vantagens e desvantagens que vão ser mais significativas para determinado tipo de usuário. Antes de definir por uma ou mais delas, é fundamental conhecer os problemas que precisam ser solucionados pelo armazenamento na rede e quais as diferenças entre elas.

O DAS é uma solução que não tem rede compartilhada e, por isso, é mais usada para rotinas de backup em empresas menores, ou na potencialização de aplicações que exijam mais espaço na rede.

Já o NAS oferece rede compartilhada e é usualmente uma boa solução para arquivos e documentos que são acessados regularmente por diversos usuários, mas não é tão seguro ou robusto como o SAN.

Por sua vez, o SAN usa a rede compartilhada exclusiva do sistema e consegue atender demandas de estabilidade, segurança, confiabilidade e redundância com eficiência, mas é consideravelmente mais caro que outras opções e, por isso, normalmente, só encontra espaço em grandes corporações.

E agora que você já conhece os tipos de armazenamento de rede e as diferenças que existem entre eles, que tal aproveitar para ler também sobre por que a integração de sistemas é fundamental para a segurança em TI?