A possibilidade de uma instituição pública ser atingida por um ataque é algo que deve fazer parte das preocupações de todos os gestores de TI. Não é a toa que políticas de proteção são criadas e atualizadas continuamente. Mas, para garantir que elas estão atingindo os resultados esperados, o teste de segurança é um ponto-chave.

Quer saber o motivo e como o teste de segurança pode ser realizado? Então confira o nosso post abaixo!

O que é um teste de segurança?

O teste de segurança é um processo em que o setor de TI simula um ataque real a sua infraestrutura. Essa rotina permite que o gestor avalie a eficiência das suas políticas de segurança e, ao mesmo tempo, identifique vulnerabilidades desconhecidas.

Em outras palavras, o teste de segurança permite ao órgão público identificar se ele está realmente preparado para identificar, prevenir e mitigar ataques digitais. Todos os processos de um ataque real são simulados e, assim, o gestor pode realizar mudanças mais precisas e eficazes para dar mais confiabilidade para o negócio.

Como os testes de segurança podem ser executados?

Os testes de segurança podem ser executados por um time externo ou interno. Empresas em muitos cenários optam pela segunda opção, por ser essa uma forma mais próxima do que seria um ataque real.

Além disso, quando uma companhia externa é contratada, não há como saber exatamente o momento em que o teste ocorrerá. Assim, os times serão submetidos a uma situação com alto nível de precisão quando comparamos com um ataque real.

Em ambos os casos, dois times entram em ação no teste de segurança. Eles atuam separadamente e servem como uma forma de medir a qualidade dos processos e dar mais foco para o teste.

Um time executará todas as medidas de prevenção, identificação e mitigação de vulnerabilidades e ameaças. Em geral, ele é interno e, de certa forma, ficará responsável por executar as rotinas já definidas pelo negócio para lidar com um ataque real.

O outro entra com os testes de penetração. Ou seja, essa equipe atuará continuamente para identificar e aplicar a melhor estratégia possível de simulação de um ataque real.

Quais as estratégias voltadas para a aplicação de um teste de segurança?

Para estruturar o seu teste de segurança, uma série de medidas devem ser implementadas. Elas permitem que o teste seja abrangente e consiga atingir os seus principais objetivos: identificar a qualidade da política de segurança e verificar a existência de brechas de segurança.

Levante os objetivos do teste de segurança

O teste de segurança está estruturado para identificar se algum processo de segurança específico é eficaz? Ou ele é voltado apenas para avaliar a integridade de uma parte da infraestrutura?

Conhecer os objetivos do teste é um ponto básico. Isso permite que as ações sejam estruturadas com qualidade, além de evitar que estratégias de ataque desnecessárias sejam aplicadas. Portanto, sempre defina os objetivos do teste antes de começar a fazer o seu planejamento.

Colete dados

Com os objetivos em mãos, é hora de levantar dados sobre a infraestrutura. O tipo de uso, os equipamentos e os sistemas existentes precisam ser identificados de modo abrangente. Ao mesmo tempo, informações sobre as versões dos softwares e firmwares também podem ser coletadas.

Nesse processo também são coletados dados sobre as rotinas dos profissionais. Isso será útil para o momento do ataque, uma vez que estratégias de engenharia social serão utilizadas de um modo mais inteligente.

Tentativa de invasão

Nesse momento, será feita uma varredura por toda a infraestrutura em busca de vulnerabilidades e brechas de segurança. O time responsável pelo teste de segurança adotará uma série de estratégias, como a engenharia social, o sniffing, a infecção por malware, a execução de exploits e o DDoS.

Há também a possibilidade de utilizar testes automatizados. Essa abordagem permite que a equipe identifique um número maior de pontos de acesso e aplique mais estratégias em um prazo curto. Assim, o teste se torna mais abrangente.

Os processos levarão como base as informações levantadas nas etapas de planejamento. Nessa hora, a equipe de TI é incentivada a aplicar as suas medidas corretivas, como seria o caso de um ataque real.

O time de penetração documentará todos os processos e estratégias utilizados durante o ataque. Cada medida será registrada, assim como os resultados e dificuldades encontrados. Assim, será mais fácil trabalhar nos processos de correção.

O ideal, aqui, é que o teste seja o mais abrangente possível. Todas as vulnerabilidades podem ser trabalhadas, assim como a qualidade de cada uma das medidas de prevenção, monitoramento e mitigação de riscos.

Avaliação dos resultados

Uma vez que o teste seja finalizado, um relatório é criado. Nele estarão todas as informações sobre o teste, as vulnerabilidades encontradas e os procedimentos feitos.

O relatório, em geral, é apresentado para os líderes do setor de TI. Ele deve ser transparente e com o máximo de informações possíveis sobre o teste de segurança. Assim, medidas corretivas podem ser aplicadas com maior precisão.

Definição de uma estratégia de otimização

Com os dados do relatório em mãos, a instituição pode criar uma estratégia para otimizar as suas políticas de segurança. Isso passará por múltiplas etapas, que têm como objetivo mitigar as vulnerabilidades encontradas, solucionar brechas de segurança e garantir que os times fiquem mais preparados.

Se algum software estiver desatualizado, é nessa hora que o setor implementará a nova versão. Medidas ineficazes de proteção e mitigação de problemas serão revistas e o time de TI receberá treinamentos para garantir o alinhamento de conhecimentos.

Se possível, crie uma documentação com todas as rotinas de proteção e mitigação de riscos que forem adotadas. Elas servirão como um referencial teórico para o time atuar caso um novo ataque ocorra, além de auxiliar em testes futuros.

A quantidade de ataques a infraestrutura de TI não para de crescer. Em função disso, investir em processos de proteção de dados é fundamental para lidar com os desafios postos por ameaças cada vez mais complexas: se o gestor de TI não se prepara, os usuários ficam expostos a ataques e roubos de dados.

Nesse sentido, o teste de segurança é o principal mecanismo para identificar a qualidade das políticas de proteção adotadas. Por meio dessa estratégia, a companhia passa por uma simulação real de ataque e, assim, consegue avaliar até que ponto os processos adotados podem ser eficazes. Dessa forma, fica mais fácil para o gestor otimizar as rotinas e, com isso, garantir a confiabilidade da infraestrutura.

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