Implantar novas tecnologias, potencializar resultados e facilitar os processos são atitudes desafiadoras em um hospital. Mas essas questões podem ser resolvidas com a gestão da inovação — uma estratégia que permite aumentar a competitividade e o crescimento da sua entidade.

A inovação é o elemento-chave para o sucesso de qualquer negócio atual. Ela pode ser dividida em duas ações principais: implantação de uma nova ideia ou melhoria de algo que já existe.

Gerir a inovação, portanto, é uma maneira de explorar nichos ainda não descobertos e gerar novas necessidades. Porém, como esse conceito pode ser aplicado em hospitais? É o que vamos apresentar neste post.

Quer entender mais? Aproveite e acompanhe!

O que é gestão da inovação?

É comum afirmar que esse conceito está relacionado ao planejamento de um novo serviço, produto ou inovação tecnológica. No entanto, ele vai muito mais além. Gerir a inovação significa mobilizar, imaginar e competir de modo diferenciado.

O que isso significa na prática? A simples busca por novos produtos, serviços e tecnologia é importante, mas não surtirá grandes efeitos se o hospital continuar focado no passado em sua maneira de gerir a sua cultura interna ou a sua missão.

Por isso, é necessário criar um ambiente de incentivo à criatividade e valorização dos funcionários. Com a colaboração da equipe é possível ter mais ideias e repensar o formato do gestor tradicional.

É importante destacar que, em hospitais, o comum é que a inovação comece pelos setores mais altos. Porém, é preciso envolver a base e até começar os processos por ela para ter resultados mais efetivos.

Qual a importância da gestão da inovação?

Há mais de um modelo de inovação que pode ser aplicado em seu hospital. Independente da escolha há diversos benefícios a serem conquistados — e eles demonstram a importância dessa estratégia.

As vantagens principais são a redução de custos e a elevação da produtividade. No entanto, no ambiente hospitalar há a possibilidade de compreender mais sobre as necessidades, vontades e dificuldades dos pacientes, o que leva a um atendimento de mais qualidade.

É importante lembrar de que toda a equipe deve estar comprometida com a gestão inovadora. Ou seja, quando você aposta em TI e em tecnologias assistenciais e conta com o empenho dos colaboradores você tem resultados muito melhores devido à ideia do open minded.

Isso significa que todos podem participar e fazer sugestões. Assim, a pessoa que está no dia a dia do procedimento ou processo pode indicar o que acredita funcionar. A consequência é a melhoria da comunicação externa e interna, além do aprimoramento de processos pela adoção de medidas práticas e simples.

Como os hospitais podem aplicar a gestão da inovação?

Há diversos caminhos que levam à gestão inovadora em hospitais. De todo modo é importante ouvir os colaboradores e demais players, porque isso ajuda a reduzir a resistência e implantar a inovação com mais facilidade.

É relevante mencionar que as principais dificuldades estão relacionadas a processos, métricas, metas e ao próprio dia a dia, que é bastante corrido. No entanto, a inovação pode e deve ser aplicada diariamente.

É possível fazer isso em três âmbitos diferentes:

Produto ou serviço

Esse é o modelo mais tradicional e pode ser executado de dois modos diferentes. Um deles é a inovação incremental, que se refere à atualização ou modificação de produtos e serviços que já existem. Já a disruptiva possibilita oferecer novos produtos e serviços ou explorar mercados diferentes.

No caso dos hospitais, você pode inovar ofertando um serviço diferenciado. Por exemplo: uma ferramenta personalizada conforme o atendimento do paciente. Assim, ele pode obter informação, realizar o monitoramento de sua condição e até ser educada para ela.

Qual a vantagem de uma atitude como essa? Fazer o paciente ter um tratamento mais próximo, customizado e pessoal, que possa transformar o fluxo e reduzir custos. Outro benefício é ter acesso a informações mais aprofundadas, que não podem ser conseguidas por meio de um questionário nem inseridas em um prontuário.

Processos internos

A inovação é focada nos processos realizados. O modo de aplicação pode ser bastante variado, desde a reestruturação total da cadeia produtiva até uma modificação menor no regimento interno.

A técnica pode ser utilizada, por exemplo, para melhorar a logística, aprimorar a qualidade de produtos ou serviços ou reestruturar processos. Um exemplo dessa modificação é uma ferramenta de comunicação com foco no paciente. O objetivo é reduzir as falhas comunicativas dentro do hospital.

Com a melhoria da comunicação, a equipe de enfermagem do hospital pode adaptar soluções para a realidade da entidade e, assim, potencializar os resultados.

Sistemas de gestão

Nesse nível a inovação relaciona-se mais à parte intelectual, apesar de ainda ter relação com os processos internos. A diferença para o modelo anterior é que as modificações são implementadas por meio de uma estratégia diferenciada, uso de novos métodos e técnicas de gestão ou alterações na cultura organizacional.

A tecnologia fica ainda mais evidente nesse caso, mas é preciso criar um ambiente direcionado para a valorização e geração de ideias inovadoras. É o que fez o Hospital Israelita Albert Einstein, que implementou uma Diretoria de Inovação. A ideia é fortalecer a implantação e desenvolvimento de novas estratégias.

A mudança no sistema de gestão incentivou o recebimento e convergência de ideias, bem como a cultura de inovação, fomentada por cursos de propriedade intelectual e workshops de design thinking e criatividade.

A partir da compreensão dos três modos de inovação que podem ser aplicados em hospitais, você consegue perceber a importância da Tecnologia da Informação (TI). Esse setor é crucial para conquistar processos inovadores e efetivar as ideias que surgem entre a equipe.

A tecnologia também permite facilitar os processos internos e agregar qualidade, segurança, retorno financeiro, agilidade, apoio às decisões e análise de resultados. A consequência é a abrangência de toda a gestão de informações no hospital.

Como você pôde perceber, inovar é imprescindível no ambiente hospitalar. Sem essa prática você estará perdendo competitividade e espaço perante a concorrência. De quebra prestará um serviço menos qualificado aos pacientes.

E você, já aplica a gestão da inovação em seu hospital? Se ficou com alguma dúvida ou tem uma experiência a compartilhar, deixe o seu comentário.