Chamadas de Application Program Interface (ou Interface de Programação de Aplicações), as APIs são a base de uma infraestrutura de TI conectada e inteligente. Essas interfaces conectam sistemas e equipamentos, evitando erros e melhorando o uso das soluções tecnológicas no ambiente de trabalho. Mas para que isso seja bem executado, é fundamental que o setor de TI adote uma boa política de gestão de APIs.

Bem estruturada, a gestão de APIs evita falhas, torna o uso das interfaces mais prático, permite a automação de TI e uma melhora contínua das atividades de toda a instituição pública.

Em outras palavras, saber em quais APIs investir e como estruturar uma boa política de gestão de APIs é algo que deve fazer parte de todas as estratégias do gestor público. Dessa forma, a tecnologia pode ser integrada com mais facilidade a várias áreas, eliminando falhas e criando um ambiente mais produtivo.

Quer saber mais sobre o tema? Então veja abaixo a importância da gestão de APIs e como criar uma estratégia sobre o tema!

Afinal, o que é gestão de APIs?

A gestão de APIs é uma política voltada para o setor de TI ter mecanismos mais inteligentes e eficazes para distribuir, proteger, modificar, manter e monitorar as APIs internas. Com o apoio de soluções de TI, times especializados e estratégias de segurança, essa prática permite que as interfaces sejam utilizadas em todo o ambiente de trabalho sem fornecerem riscos ao usuário ou apresentarem problemas de performance.

Para que serve a gestão de APIs?

A gestão de APIs combina uma série de estratégias para permitir que o usuário possa aproveitar todos os benefícios dessa solução. Dos aspectos que envolvem a segurança em TI a documentação, tudo é avaliado e planejado para criar uma experiência de uso consistente e moderna. Assim, os serviços podem ser integrados de modo dinâmico e alinhado com as demandas internas.

Em geral, as políticas e serviços de gestão de APIs estão estruturados a partir de um conjunto de princípios. Confira os principais abaixo!

Segurança

As APIs devem fornecer informações e permitir a sua modificação sem comprometer a integridade do usuário. Portanto, o gestor deverá aplicar soluções de monitoramento, filtragem por IP e controle de acesso para garantir que acessos indevidos não ocorram.

Busca por alta performance

Mecanismos de otimização também devem ser aplicados, pois uma boa API tem alta disponibilidade. Portanto, recursos que melhoram o nível de latência e escalabilidade sempre são utilizados na gestão de APIs.

Gestão centralizada

Para garantir a automação de processos, o monitoramento unificado e a aplicação rápida de políticas de segurança, é fundamental ter um gerenciamento centralizado. Todas as APIs de uma mesma categoria devem ser monitoradas continuamente com um console moderno, evitando que falhas passem despercebidas e garantindo que o gestor use o mínimo de recursos possíveis no seu dia a dia.

Possibilidade de ter um alto nível de integração

A gestão de APIs também deve garantir que as interfaces sejam publicadas e integradas ao máximo de casos de uso possíveis. Ou seja, o seu processo de desenvolvimento precisa estar estruturado para manter um bom nível de flexibilidade para tais soluções.

Como escolher um gerenciamento de APIs?

Se você utilizar uma solução de TI para o gerenciamento de suas APIs, é importante que alguns cuidados sejam tomados. Dessa forma, a aplicação poderá ser integrada a todas as interfaces e poderá garantir que os usuários terão APIs de qualidade.

Veja abaixo alguns pontos a considerar quando investir na sua API!

Avalie o nível de disponibilidade da solução

Uma boa API tem um alto nível de disponibilidade. Portanto, sempre que for implementar uma solução de gestão de APIs, faça uma avaliação sobre a facilidade de enviar e receber informações e avaliar o estado das interfaces quando for necessário.

Verifique se há a possibilidade de escalar rapidamente os recursos

Não há como prever, sempre, os momentos de alta demanda. Para essas horas, é importante que a solução seja escalável. Dessa forma, será mais fácil ampliar os recursos disponíveis ao usuário e evitar gargalos na rotina do setor.

Identifique se existem mecanismos de segurança

Por muitas vezes lidarem com dados sigilosos, as ferramentas de gerenciamento devem conter bons mecanismos de segurança. Em função disso, não deixe de avaliar quais são os recursos disponibilizados ao gestor.

Avalie a política de privacidade do serviço de gerenciamento

Se a ferramenta de gerenciamento lidar com a hospedagem das informações, não deixe de verificar as suas políticas de segurança. Elas precisam estar em conformidade com os processos internos e as normas regulatórias locais.

Identifique como ocorre a atuação do time de suporte

Se um problema ocorrer, será necessário entrar em contato com o time de suporte. Portanto, sempre avalie os canais de contato e como os profissionais podem auxiliar o setor de TI a mitigar falhas.

Verifique as soluções de monitoramento de recursos e performance existentes

Para otimizar as APIs, o monitoramento da performance e do uso das interfaces é crucial. Portanto, não deixe de levantar dados sobre os recursos de monitoramento existentes.

Avalie se a empresa tem experiência na sua área de atuação

O setor público tem necessidades próprias. Para evitar que a ferramenta de gerenciamento não atenda ao perfil de uso da instituição, sempre verifique a experiência do desenvolvedor na sua área.

Identifique se existem soluções integradas de desenvolvimento

Algumas ferramentas já contam com soluções de desenvolvimento integradas. Se essa for uma necessidade do seu time, não deixe de avaliar a existência desse recurso, poupando tempo e diminuindo os seus gastos.

Busque o feedback de clientes

Para tornar o investimento mais confiável, também pode ser interessante avaliar o feedback de clientes. Eles são o melhor caminho para identificar como o desenvolvedor lida com chamados, crises e momentos de alta demanda.

A atenção a tais fatores garante que o setor de TI terá acesso a uma solução de gerenciamento de APIs que esteja alinhada com a sua necessidade. Portanto, o investimento terá um alto custo-benefício e será capaz de contribuir para a melhora contínua do uso das APIs no ambiente corporativo.

Qual é a relação de sistemas legados com APIs?

Os sistemas legados podem ser os grandes beneficiados do uso de APIs. Atualmente esse tipo de aplicação traz um grande desafio para o gestor de TI: sem suporte do desenvolvedor, elas criam um grande número de vulnerabilidades de segurança.

Tais aplicações também apresentam problemas de performance e incompatibilidade com aplicações modernas. Além disso, na ausência de documentações, a personalização e atualização manual da ferramenta pode ser um entrave para o seu uso.

Nesse sentido, a integração das interfaces permite que a aplicação possa continuar a ser utilizada sem comprometer a sua experiência de uso. O gestor terá mecanismos para integrar o software no dia a dia do usuário, evitando que a instituição empregue grandes recursos na migração para uma nova ferramenta.

Em outras palavras, as APIs são cruciais para a manutenção de softwares legados, principalmente aqueles que estão ligados a atividades críticas. O seu uso lado a lado com softwares modernos, interfaces de cloud computing e sistemas de gestão será feito em um ambiente integrado e seguro, evitando que as vulnerabilidades da aplicação possam comprometer a confiabilidade das rotinas internas.

Quais são as 6 estratégias para proteger as APIs?

O uso de APIs  deve ser bem planejado. Dessa forma, o setor de TI evita riscos e garante que todos os benefícios dessa ferramenta possam ser devidamente aproveitados. Portanto, adote essas seis estratégias para trazer mais confiabilidade para as suas APIS:

1. Planeje a sua API

Não há como criar uma boa API sem planejamento. Portanto, antes de definir qual o tipo de interface que será desenvolvida, avalie quais são as demandas do usuário. Também faça um levantamento sobre os objetivos de médio e longo prazo do setor, permitindo que a vida útil da interface seja maximizada.

Portanto, tenha todas as etapas de criação, teste e manutenção da API documentadas. Defina requisitos, soluções de desenvolvimento e estratégias de avaliação antecipadamente. Também faça um registro de todos os processos de segurança e privacidade.

Bem registrados, esses fatores permitem que os profissionais planejem com segurança a criação da API. Será mais fácil escolher e definir prazos. Além disso, a mensuração dos resultados terá um nível de precisão mais abrangente.

2. Implemente mecanismos de controle

Para proteger a API de tentativas de invasão, é importante implementar mecanismos de controle. Eles reduzem o nível de exposição da solução e garantem que apenas as pessoas corretas terão acesso aos recursos da interface. Esse processo pode ser feito em duas bases.

A primeira está na política de gestão dos usuários. Os mecanismos de controle são aplicados diretamente nas contas, evitando que privilégios em demasia sejam distribuídos.

Em outras palavras, essa etapa busca limitar o acesso aos recursos ao máximo. Os usuários utilizarão apenas aquilo que for necessário para o seu dia a dia. Dessa forma, se uma conta for comprometida, o impacto será mínimo.

A outra base está no investimento em soluções de monitoramento e controle de acesso. Essas ferramentas de segurança em TI reduzem riscos, melhoram o acompanhamento do uso das APIs, auxiliam na verificação de vulnerabilidades e na detecção de problemas.

Portanto, utilize todas as soluções de TI que possam ser aplicadas em seu cenário. Ferramentas para monitorar os acessos, rastrear brechas, filtrar IPs e conexões maliciosas são um investimento estratégico. Sem elas, as APIs ficam expostas e tem a sua confiabilidade reduzida.

3. Monitore os recursos

O monitoramento dos recursos deve ser um processo contínuo. Aplicado a gestão de APIs, essa atividade não só melhora a segurança, como apontamos, mas também garante que o gestor possa ter uma rotina de gerenciamento mais inteligente e capaz de executar otimizações eficazes.

Avaliando continuamente como as APIs são utilizadas, o setor de TI pode definir updates mais inteligentes e conectados com as necessidades do usuário. Isso melhora a qualidade da experiência de uso e permite que a vida útil da API seja ampliada facilmente.

Além disso, a aplicação de indicadores de performance se torna mais simples. Dessa forma, obter insights sobre as APIs passa a ser um processo abrangente e inovador.

4. Documente os processos

A documentação é algo crucial para uma boa gestão de APIs. Ela auxilia na aplicação de melhorias, permite que testes sejam feitos rapidamente, evita atrasos em mudanças e torna o trabalho do suporte mais inteligente.

Portanto, não deixe de manter todas as suas APIs documentadas. Faça um planejamento para que tudo referente ao uso da interface seja documentado de modo claro e objetivo.

Os processos de troubleshooting básicos, por exemplo, auxiliam os profissionais de suporte a terem mais agilidade na resolução de demandas. Em função disso, a documentação deve conter um passo a passo completo de todas as rotinas básicas e os processos que forem encontrados após a API ser adotada pelos usuários.

As bases de desenvolvimento também não devem ficar de fora da documentação. Os objetivos que motivaram a sua criação, assim como a sua estrutura básica precisam estar registrados pois, assim, atualizações não corrompem funções críticas.

O time de TI também deve registrar os mecanismos e requisitos de segurança básicos da API. Esse, aliás, é um ponto-chave para evitar falhas de segurança após alguma atualização. Quando os pontos mínimos de proteção estão disponibilizados de um modo claro ao usuário, fica mais fácil para a equipe criar uma atualização que coloque o usuário em risco.

5. Conheça o tipo de API mais alinhado com a sua estratégia

Atualmente, existem dois tipos de APIs. As públicas e as privadas. Para aproveitar melhor esse recurso, é importante conhecer as características de cada uma e, assim, garantir que o setor faça a escolha alinhada com as suas necessidades.

Principais característica da API pública

A API pública é aquela utilizada para o acesso livre da comunidade de desenvolvimento. Em alguns casos, elas são disponibilizadas com planos freemium, ou seja, que permitem o uso gratuito até um certo limite de chamadas.

Esse é o caso, por exemplo, das APIs de várias redes sociais, como o Facebook. Basta o desenvolvedor acessar a plataforma de developers da rede social para ler a documentação e criar soluções que utilizem os recursos da empresa.

As características das APIs privadas

As APIs privadas são aquelas de uso interno de uma empresa ou instituição pública. Nesse caso, o seu acesso é limitado a um número pequeno de usuários.

Esse tipo de API está presente, principalmente, no ambiente empresarial. As interfaces privadas permitem que desenvolvedores integrem soluções internas com mais facilidade, alinhando os softwares com as necessidades do setor de TI. Dessa forma, é possível eliminar gargalos e tornar o fluxo de trabalho mais eficaz.

6. Faça testes de segurança

O último passo para proteger as suas APIs é investir em testes de segurança. Eles devem ser aplicados continuamente, simulando estratégias de ataques reais para o roubo e a modificação não autorizada dos dados.

O ideal é que os testes de segurança sejam aplicados por um time externo. Ele fará uma série de análises para conhecer as interfaces, identificar possíveis vulnerabilidades e ataques possíveis.

Uma vez que a tentativa de invasão for executada, dados serão levantados para garantir que nenhuma brecha seja ignorada. O time montará um relatório com os problemas existentes e possíveis mudanças a serem aplicados. Dessa forma, a confiabilidade da interface será reforçada, assim como a da política de gestão de APIs utilizada.

Quais são as ferramentas de gestão de APIs?

Como apontamos acima, a gestão de APIs pode contar com o apoio de várias soluções de TI. Atualmente, as principais empresas de tecnologia já possuem soluções gerenciadas para permitir a criação, a distribuição e o controle de interfaces de modo centralizado. Tudo isso com um custo on demand, ou seja, com o gasto variando conforme a demanda.

Esse é o caso da Microsoft, por exemplo. Na sua plataforma de cloud computing, a Azure, a empresa disponibiliza uma série de recursos para a criação, o controle a análise de APIs. Há suporte para APIs públicas e privadas, garantindo o máximo de flexibilidade para o serviço.

O pagamento é feito conforme o uso e o tipo de recurso contratado. Conforme o plano, a disponibilidade pode variar entre 99,1% e 99,5%. Assim, a instituição tem mecanismos para avaliar se a ferramenta atende às suas demandas completamente.

A Amazon também não fica de fora. O Amazon API Gateway faz parte da AWS, a plataforma de cloud computing da companhia. Ela conta com recursos semelhantes ao da Microsoft, ou seja, é capaz de disponibilizar recursos para a criação, a distribuição e o monitoramento ativo das APIs e das requisições do usuário.

Os planos também são diversificados. A cobrança, em dólar, permite pagamentos mínimos de $ 1.51 por milhão de requisições. Além disso, é possível cortar gastos conforme o tipo de requisição, a região de origem e o número de acessos feitos.

A IBM, que nos últimos anos se voltou ao mercado corporativo, possui a IBM API Management. A solução trabalha de forma semelhante às plataformas da Amazon e da Microsoft, com foco na nuvem, pagamentos feitos sob demanda e recursos para a gestão completa do ciclo de vida de uma interface.

Esses são apenas três casos de serviços de gerenciamento de APIs. Se for necessário, também há a possibilidade de adotar soluções de código aberto para a criação e gestão das suas interfaces. Nesse caso, o time de TI será responsável por todas as atividades relacionadas a configuração e ao controle das interfaces.

Por que investir em uma plataforma de gestão de APIs?

O ambiente corporativo moderno tem uma grande presença da tecnologia. Soluções de TI são utilizadas para conectar áreas, mitigar demandas, auxiliar gestores a executarem atividades com mais agilidade e flexibilidade.

Nesse sentido, uma série de tendências estão mudando a forma como gerenciamentos a nossa infraestrutura. Soluções personalizadas permitem que o usuário tenha um software mais alinhado com as suas demandas. Já a Internet das Coisas otimiza a gestão de infraestrutura.

Para que todo arsenal tecnológico funcione corretamente, é fundamental que o setor de TI tenha uma infraestrutura integrada. Os dispositivos, as appliances e os softwares precisam manter uma comunicação contínua, evitando falhas, latência ou demais fatores que possam comprometer a integridade dos dados enviados e recebidos. Dessa forma, o usuário pode aproveitar ao máximo os recursos no seu dia a dia.

Em função disso, o investimento em APIs deve ser visto como uma aplicação estratégica de recursos. As interfaces de programação atuarão como pontes entre sistemas, evitando falhas e garantindo que todas as ferramentas possam ser mantidas com um alto nível de performance.

No desenvolvimento de softwares personalizados, por exemplo, elas reduzem custos e tornam a implementação de funcionalidades mais ágil. Recursos (e o próprio software) serão conectados sem erros ou problemas de segurança. Ao mesmo tempo, a Internet das Coisas poderá ser levada a mais ambientes.

A busca por transparência também será potencializada. Com a possibilidade de criar interfaces públicas para a coletada de dados sobre a administração governamental, o gestor pode auxiliar o cidadão a ter uma visão abrangente sobre a distribuição dos recursos estatais. Dessa forma, será muito mais fácil garantir que as políticas públicas atendam aos desejos da sociedade e fraudes sejam detectadas.

O setor público tem um papel crucial para o funcionamento da sociedade. O trabalho de servidores evita que atrasos em projetos ocorram, melhora a qualidade do dia a dia do cidadão e evita que problemas se perpetuam na sociedade.

Em busca de mais qualidade, o investimento em tecnologia é fundamental. As soluções de TI evitam que profissionais tenham gargalos nos seus atendimentos, integram áreas e reduzem o número de erros. Além disso, as ferramentas trazem mais agilidade e mobilidade na prestação de serviços.

O gestor que pretende integrar novas tendências, como a Internet das Coisas, com soluções antigas, deve contar com o apoio de um bom conjunto de APIs. Elas precisam estar estruturadas conforme as demandas internas, evitando problemas de comunicação e a incompatibilidade entre aplicações, equipamentos e sistemas de gestão.

Para isso, se faz necessária uma boa política de gestão de APIs. Ela permite que o órgão público possa se beneficiar de todos os ganhos que a transformação digital traz para o setor público com agilidade, segurança e alto nível de flexibilidade. Dessa forma, o atendimento das demandas do cidadão se torna muito mais inovador e dinâmico.

Você já utilizou alguma API no seu dia a dia? Deixe nos comentário como foi essa experiência!