A gestão de qualidade (ou quality assurance) existe há mais de 22 anos, mas somente há alguns anos vem se destacando no cenário empresarial brasileiro. Modernamente, as empresas desejam que seus produtos ganhem o mercado apresentando um diferencial importante: a qualidade.

A Gestão de Qualidade em TI, para ser colocada em prática, deve considerar certos cuidados e processos, os quais serão mostrados ao longo do texto. Confira!

A necessidade de uma boa equipe

Alguns processos e normas (como ITL, ISO, Cobit, Six Sigma) contribuem para que as empresas implementem melhorias no desenvolvimento de softwares. Contudo, ter uma equipe destinada à Gestão de Qualidade em TI não é uma tarefa tão simples.

Essa equipe precisa contar com profissionais atenciosos, com vasto conhecimento sobre normas e processos de qualidade, capazes de identificar erros e de se tornarem parceiros dos desenvolvedores.

O gestor de qualidade é fundamental para formar essa equipe qualificada e engajada. E, para isso, ele também precisa ter qualificação profissional e manter um bom relacionamento interpessoal, além de possuir uma postura adequada e capacidade de negociação com os clientes.

Não é suficiente obter um produto de qualidade. A Gestão de Qualidade em TI preza pela manutenção da qualidade durante todo o tempo. O gestor deve, portanto, investir em treinamentos para que a equipe fique pronta para acompanhar os resultados e atingir as metas almejadas.

A gestão dos dados

Sem uma gestão de dados eficaz não pode existir qualidade nos produtos e serviços. É fundamental que haja compartilhamento dos dados entre o setor de TI e os outros departamentos da empresa.

As políticas de dados consistem em documentos específicos, determinados em acordos pelo setor de TI e os outros setores. Mas essas políticas devem ser flexíveis e mutáveis, passando por revisões e publicações para todos os profissionais que estão envolvidos.

É importante contar com uma arquitetura de dados alinhada às estratégias da empresa. Os elementos de arquitetura se compõem de modelos específicos de dados, aplicações, processos, tecnologias.

Antes de adquirir ferramentas, a empresa precisa estruturar o trabalho, ou seja, definir uma governança de dados para que sejam escolhidas as ferramentas mais apropriadas. Mais abaixo, veremos algumas ferramentas que contribuem para a Gestão de Qualidade em TI.

O gerenciamento de riscos

O gerenciamento de riscos também é fundamental para garantir a qualidade dos produtos e serviços de TI. Essa gestão consiste no controle de falhas e de quedas no sistema, bem como de segurança de TI em geral.

Atualmente, todos estão expostos aos riscos e aos novos desafios. Muitas evoluções tecnológicas (como dispositivos móveis) ampliaram as possibilidades de riscos no setor, incluindo segurança da informação e privacidade dos dados.

O gerenciamento de riscos visa à adoção de medidas mais modernas e eficientes de proteção, novas formas de controle e o atendimento das exigências regulatórias.

Entre as ações mais recomendadas para gerenciar riscos destacam-se:

  • desenvolvimento de um cronograma minucioso para especificar todas as etapas do projeto;

  • o conhecimento do histórico (é importante ter a lista de problemas que aconteceram em momentos anteriores, pois indica vulnerabilidades que podem voltar a acontecer);

  • revisão de toda a documentação de abertura de um projeto (a gestão de projetos deve declarar escopo e estrutura, sendo importante revisar a formalização das atividades que serão efetuadas para que os objetivos sejam atingidos, além de identificar pontos que já aparecem com fragilidade);

  • análise de causas e efeitos (analisando as causas dos problemas, é possível medir seu impacto e traçar um caminho para identificar, reduzir e evitar riscos, estabelecendo medidas de prevenção e correção);

  • gerenciamento colaborativo (os profissionais devem compartilhar opiniões e impressões, atuando, não de forma segregada, mas em conjunto, pois somente assim poderão sinalizar insuficiências e problemas de diferentes naturezas, bem como encontrar soluções para as mais diversas dificuldades).

A integração de processos e sistemas

Para que o gerenciamento colaborativo entre profissionais e setores seja possível, é necessário integrar processos e sistemas usando tecnologia adequada. É possível, por exemplo, fazer a integração dos processos por meio de dispositivos móveis. Os aplicativos móveis têm potencial para visualizar e rodar processos de negócios, permitindo respostas imediatas e a atualização de sistemas desde qualquer local. Assim, o setor, além de efetuar uma eficiente Gestão de Qualidade em TI, ajuda a empresa a diminuir custos.

As plataformas de integração precisam seguir a abordagem de práticas eficientes de segurança e integridade de dados. Além disso, precisam ser plenamente automatizadas, dispensando a necessidade de programação manual.

Devido à quantidade de informações que trafegam pelos sistemas, recomenda-se o uso de tecnologias que permitam o monitoramento em tempo real dos processos. A plataforma de integração também deve estar apta a utilizar diversas nuvens e, ao mesmo tempo, as arquiteturas locais. Quando se roda a plataforma em firewall, é possível gerenciar e regular com eficiência, mantendo os sistemas e os dados em total segurança.

Uma forma de obter integração de boa qualidade é usando a arquitetura conhecida como In Memory Computing, que são dados na memória do computador. O processamento é distribuído em vários núcleos, cada qual com memória dedicada e poder de processamento. Assim, se um núcleo falhar, o sistema de gestão integrada troca o processo para outro núcleo de forma automática, evitando que dados sejam perdidos.

As ferramentas para a Gestão de Qualidade em TI

Vamos falar de dois sistemas: Cobit e ITIL.

Cobit significa “Controle de Objetivos para Informação e Tecnologia”. Trata-se de um framework que, independentemente da plataforma da empresa, é importante para o setor de TI. Ele se divide em 4 objetivos:

  • planejamento e organização;

  • execução;

  • entrega e suporte;

  • monitoramento e avaliação.

ITIL significa “Biblioteca de Infraestrutura de Tecnologia de Informação”. Reúne uma série de práticas eficazes que podem ser aplicadas na infraestrutura, gestão e operação de serviços de TI. São reunidas informações de Entrega de Serviço e Service Desk (ou acompanhamento).

No caso de Entrega de Serviço, as informações referem-se a:

  • gestão de níveis de serviço;

  • gestão de capacidades;

  • gestão financeira;

  • gestão de disponibilidade e continuidade de serviço;

  • suporte aos serviços.

No caso do Service Desk, as informações referem-se a:

  • gestão de incidentes e problemas;

  • gestão de configurações;

  • gestão de modificações;

  • gestão de versões.

Para a Gestão de Qualidade em TI, o que vale é ter domínio minucioso sobre cada fase da produção, momento a momento. A Vectra conta com um departamento de qualidade — com especialistas altamente capacitados e competentes nas suas áreas de atuação.

Como você costuma efetuar a Gestão de Qualidade em TI? Deixe o seu comentário, sugestão ou registre uma dúvida.