Foi-se o tempo em que o médico utilizava apenas os conhecimentos aprendidos em livros e abordava o paciente de forma sucinta e rudimentar. Os avanços no campo científico e as mudanças tecnológicas trouxeram para a prática clínica a chamada medicina do futuro.

A medicina do futuro é um conjunto de técnicas inovadoras se comparada aos avanços já existentes, tais como armazenamento de dados clínicos na nuvem, uso da realidade virtual para tratamento de pacientes e outras tendências de TI na saúde.

As pesquisas clínicas referentes à medicina do futuro estão em plena expansão e algumas ainda não foram testadas em grande escala, porém, já trazem uma ideia do que está por vir.

Quer conhecer as principais tecnologias da medicina do futuro! Então acompanhe nosso post de hoje e fique por dentro!

1. Medicina personalizada com ênfase na farmacogenômica

Entende-se por medicina personalizada aquela em que o médico consegue resolver todos os problemas clínicos de forma individualizada e condizente com as características fisiopatológicas e genéticas do paciente.

Além da história clínica e medicamentosa e a experiência subjetiva em relação às enfermidades, os médicos poderão solicitar os testes farmacogenéticos. Esses exames, além de detectar susceptibilidade genética para desenvolvimento de doenças, poderão predizer a dosagem terapêutica dos medicamentos e, com isso, evitar possíveis reações adversas.

A farmacogenômica já é uma realidade bastante difundida nos Estados Unidos e pouco explorada no Brasil. As técnicas de mapeamento genético e avaliação plasmática dos medicamentos são simples, porém exige equipamentos para amplificação de marcação de DNA.

2. Sensores subcutâneos para avaliação de parâmetros clínicos

Esqueça a avaliação sanguínea que muitos consideram incômoda e insuficiente, principalmente para aqueles indivíduos portadores de doenças crônicas que fazem exames periodicamente.

Com os sensores implantados na camada subcutânea dos pacientes será mais fácil e prático avaliar os parâmetros sanguíneos e inserir atualizações no prontuário dele. Alguns sensores são tão sensíveis que podem mostrar resultado de glicemia ao aproximar o telefone celular ao dispositivo semi-implantado.

Esses artefatos poderão mensurar os níveis de oxigenação, contagem de plaquetas, hemograma, percentual de lipídios e quaisquer outros parâmetros que forem configurados previamente conforme a necessidade de monitoramento clínico de cada indivíduo.

O custo para aquisição e manutenção desses dispositivos ainda é o maior problema e, devido a isso, não se encontram disponíveis na rede pública e conveniada do Brasil, sendo necessário comprá-los via importação.

3. Estratégias tecnológicas para facilitar a adesão medicamentosa

Sabendo da dificuldade dos pacientes que utilizam muitos medicamentos durante o dia, pesquisadores estão investindo em estratégias inovadoras para diminuir esse comportamento. Trata-se de dispositivos que auxiliam na ingestão de medicamentos.

Eles são programados para abrirem conforme o horário de administração e, após um tempo, exibirão cores que vão explicitar se o medicamento foi retirado do recipiente ou não. Assim se o dispositivo estiver azul, o produto foi retirado, e se ficar vermelho, não.

Dessa maneira, será possível confirmar se o medicamento foi ingerido e confrontar com o período de tratamento, além de contar com a colaboração do usuário.

Outra inovação de grande destaque são os sensores digestíveis que facilitam a absorção dos medicamentos e enviam informações sobre esse processo. Assim, todo o percurso farmacocinético será monitorado e as informações clínicas coletadas.

4. Interfaces cérebro e máquina ao alcance da reabilitação

A interface cérebro e máquina é a inovação mais esperada da medicina. Por meio dela será possível estimular partes do corpo que foram desativadas por diversos motivos (paralisia muscular, paraplegia etc) e, por meio do pensamento, conseguir movê-las.

Os estudos são animadores e utilizam uma propriedade cerebral muito importante, a neuroplasticidade, capacidade de modificar as funções neuronais conforme os estímulos existentes.

Um exemplo dessa técnica foi vista nas Olimpíadas realizadas no Brasil. Liderada pelo neurocientista Miguel Nicolelis, um paciente com paraplegia e equipado com eletrodos nas costas deu o pontapé inicial para o começo do evento.

5. Impressoras em 3D na medicina como alternativa terapêutica

A impressão em 3D é uma realidade tecnológica com grandes benefícios na medicina. Essa técnica permite a impressão de órgãos e membros no formato e no detalhamento mais próximo do perfil humano.

As aplicações vão desde o estudo da complexidade do órgão até a formatação de uma estrutura que servirá como base de treino em cirurgias mais complexas. Dessa forma, os médicos treinarão as habilidades cirúrgicas e poderão avaliar as limitações do procedimento em um órgão quase real.

6. Cultivo laboratorial de células para formação de órgãos

Já se sabe que as células-tronco podem se diferenciar em quaisquer outras unidades funcionais para restaurar a função dos órgãos. O cultivo laboratorial exige técnicas precisas e recursos tecnológicos que facilitam sua sobrevivência.

A partir de procedimentos adequados, atualmente, é possível substituir parte de um órgão lesionado tais como os nanofiltros que simulam a funcionalidade de um rim. E no futuro próximo serão criadas estruturas mais complexas e personalizadas aos pacientes.

Esse avanço poderá diminuir as filas de transplantes de órgãos, ou curar doenças crônicas que necessitam de cuidados contínuos para não gerar complicações em outras estruturas orgânicas.

7. Técnicas radiológicas com multifuncionalidade

Imagina uma máquina que é capaz de detectar as anormalidades radiológicas, medir os biomarcadores e os sintomas do paciente? Essa ferramenta seria genial do ponto de vista clínico, assistencial e econômico e seus estudos estão em andamento.

Pensando nisso, pesquisadores estão investindo tempo, estudos e recursos financeiros para elaborar uma máquina radiológica que faz um check up detalhado e consegue detectar células cancerosas em estágio inicial.

Esses avanços vão possibilitar um diagnóstico rápido e preciso, atentando-se aos sintomas do paciente e instituindo medidas terapêuticas em menor tempo, o que garantirá chances maiores de cura ou sobrevida prolongada da doença.

Medicina do futuro configura-se como um conjunto de técnicas inovadoras que propiciam um diagnóstico rápido e preciso, tratamentos mais personalizados e atendimento integral ao paciente. Além disso, as inovações tecnológicas em ambientes hospitalares com infraestrutura estável,  monitoramento 24 horas, integração com dados clínicos dos pacientes dentre outras possibilidades já são avanços importantes para a incorporação de serviços assistenciais diferenciados.

Assim como as mudanças no campo científico associados às ferramentas tecnológicas disponíveis facilitarão extremamente às condutas clínicas, o que vai contribuir para a diminuição das intervenções terapêuticas desnecessárias.

E você, já está familiarizado com a nova tendência para o futuro da medicina? Interessou-se por alguma tecnologia? Aproveite e compartilhe essas informações com seus amigos nas redes sociais!