Todo gestor de TI sabe a importância que políticas de segurança digital possuem para qualquer instituição pública ou empresa privada. O investimento em tecnologias de monitoramento, controle de informações e mitigação de riscos em TI é algo básico e que tem um profundo impacto na forma como os usuários lidam com a tecnologia.

E é sobre a mitigação de riscos em TI que o post abaixo se trata. Nele, apontaremos como essa política pode otimizar o ambiente de trabalho, evitar riscos e garantir mais qualidade para o dia a dia do usuário. Confira!

O que é a mitigação de riscos em TI?

A política de mitigação de riscos em TI pode ser definida como um conjunto de práticas voltadas para ampliar a confiabilidade dos usuários na infraestrutura ao reduzir o número de vulnerabilidades existentes. Em outras palavras, mitigar riscos envolve um trabalho contínuo para identificar, conhecer a origem e eliminar qualquer tipo de brecha de segurança que possa impactar a rotina do usuário ou levar a vazamentos de informações.

As políticas de mitigação de riscos em TI são, portanto, um processo preventivo. Apesar de também contar com medidas reativas, boa parte das práticas que envolvem esse tipo estratégias estão direcionadas para impedir que ataques ocorram, ou seja, para eliminar fatores que possam contribuir para uma falha de segurança se tornar um problema para o usuário.

Como uma política de mitigação de riscos afeta o dia a dia do usuário?

O principal benefício do uso de uma política de mitigação de riscos é a possibilidade de ampliar a confiabilidade que o usuário possui com a infraestrutura. Ou seja, esse processo dá a quem utiliza os serviços de TI a segurança necessária para que a tecnologia seja integrada a mais processos, mesmo que estes possuam rotinas que trabalham com informações de alto valor.

Isso leva a uma série de benefícios indiretos. Como a tecnologia fará parte de mais rotinas da instituição público, o nível de automação e inovação crescerá. Junto a isso, os erros cairão e as pessoas estarão mais integradas, agilizando rotinas e otimizando os serviços como um todo.

Quais são os passos necessários para estruturar uma política de mitigação de riscos?

Para estruturar uma boa política de mitigação de riscos, alguns passos podem ser tomados. Eles auxiliam o gestor de TI a ter uma visão abrangente sobre o estado da infraestrutura e o que poderá ser feito para auxiliar o usuário a ter um ambiente de trabalho mais seguro. Confira alguns passos básicos abaixo!

Adote uma metodologia que deverá ser seguida por todo o time

O modo como todos os técnicos de TI lidarão com as vulnerabilidades deve ser padronizado. Ter uma estrutura linear de trabalho, com todos atuando de modo similar permite que o setor de TI identifique problemas rapidamente e tenha mais precisão na hora de coletar os resultados das medidas aplicadas.

Portanto, documente todas as práticas de segurança. Ou seja, garanta que todas as rotinas, padrões, processos e indicadores estejam registrados de forma clara e objetiva. Entre os itens que devem fazer parte da documentação dos processos para mitigar riscos, nós podemos apontar:

  • os padrões mínimos de segurança;

  • os protocolos de segurança digital adotados;

  • o direcionamento das políticas de controle de acesso;

  • a maneira como atualizações devem ser gerenciadas;

  • as responsabilidades de cada time;

  • os processos de backup e monitoramento de informações.

Tenha todos os dados da infraestrutura levantados

O processo de mitigação de riscos se torna eficaz na medida em que o gestor de TI conhece toda a infraestrutura. Portanto, é fundamental que o time faça um levantamento completo sobre quais são os equipamentos e sistemas que compõem todo o aparato tecnológico utilizado pelos usuários.

Saber quais são os softwares, os equipamentos e as versões dos sistemas utilizados será fundamental. Será mais fácil, por exemplo, identificar quais aplicações necessitam de uma atualização. Ao mesmo tempo, o time de TI poderá analisar, de modo mais abrangente, como a interação entre diferentes aplicações e dispositivos contribui para criar brechas de segurança.

Priorize riscos mais elevados

Para melhorar a distribuição do fluxo de trabalho, categorize cada tipo de vulnerabilidade encontrada. Ou seja, defina o nível de impacto que cada brecha de segurança pode causar no negócio e na sua rotina e, em função disse, oriente as suas ações.

Esse processo permite que as vulnerabilidades mais críticas sejam corrigidas com maior nível de agilidade. Um servidor exposto para a internet sem uma senha de alto nível de complexidade, por exemplo, é uma brecha grave: se alguém conseguir detectar uma porta de acesso, será muito fácil obter controle de toda a infraestrutura e roubar informações sigilosas.

Elabore estratégias de mitigação de vulnerabilidades

Uma vez que todas as vulnerabilidades tenham sido identificadas e categorizadas, o time de TI deve atuar para eliminá-las. Aplique correções de software, reveja privilégios de acesso, troque senhas e segmente a rede. Ao mesmo tempo, treine usuários e integre ferramentas de monitoramento ao dia a dia de cada área.

O setor de TI também pode definir novos processos de segurança e criar estratégias para atuar caso uma nova vulnerabilidade seja encontrada. O importante, aqui, é que um trabalho contínuo seja aplicado no dia a dia do setor de TI para evitar que brechas não sejam deixadas de lado e que os times da área possam, sempre, identificar problemas e solucioná-los antes que os mesmos se tornem fontes de ataques.

As políticas de segurança digital passam por vários aspectos do setor de TI. A gestão de uma infraestrutura voltada para aumentar a confiabilidade que os usuários possuem na tecnologia exige soluções de monitoramento, políticas de controle de acesso e atualização ágil de sistemas.

Nesse cenário, os processos de mitigação de riscos em TI são cruciais para evitar ataques. O investimento em práticas que reduzem o número de vulnerabilidades na infraestrutura permite que o usuário integre a tecnologia em mais rotinas, maximizando a qualidade do seu trabalho e ampliando o nível de inovação das suas práticas.

Como o seu setor de TI lida com vulnerabilidades e possíveis ameaças à segurança do usuário? Conta pra gente!