A computação em nuvem é uma das tecnologias mais utilizadas em empresas do País. No entanto, ela evolui de maneira constante e uma de suas principais tendências é a multicloud — estratégia que permite a um negócio utilizar diferentes serviços de forma mais livre.

Além de ser uma boa alternativa para empreendimentos privados, a multinuvem também é uma opção interessante para órgãos públicos, que buscam agregar eficiência e melhorias aos atendimentos prestados. Nesse contexto, é preciso entender o que essa abordagem contempla, já que é mais complexa e permite compartilhar recursos e gerenciar serviços.

É por isso que criamos este artigo. Aqui, apresentamos o que é a cloud múltipla, sua diferença para o modelo híbrido, quais são suas características e os principais benefícios para a sua organização. Então, vamos à primeira pergunta?

Afinal, o que é a multicloud?

O termo nuvem múltipla indica o uso de dois ou mais tipos de cloud, que podem ser públicas ou privadas. Esses múltiplos serviços são oferecidos por diferentes fornecedores, que contribuem para aproximar tecnologia, negócio e pessoas. Assim, diversas demandas organizacionais são atendidas, o que alavanca os resultados alcançados.

Atualmente, a multinuvem já é adotada por 80% das organizações, pelo menos em certa medida. A justificativa é o uso dessa estratégia como motor de crescimento dos negócios. Por isso, a expectativa é que, até 2020, 60% dos projetos de aplicações da cloud múltipla incluam a inteligência artificial e os serviços de analytics.

No entanto, para que isso aconteça, é preciso que os gestores de TI e de negócios saibam como utilizar esse recurso da melhor forma possível. Por isso, o foco precisa ser a transformação dos empreendimentos tradicionais para gerar novas experiências aos usuários.

Nesse cenário, é necessário lembrar de que a computação em nuvem conta com diferentes fornecedores, que prestam serviços de segurança a gerenciamento de soluções, inclusive virtualização de ambientes. Portanto, existem diferentes possibilidades.

Por exemplo: com a abordagem multicloud, você passa a infraestrutura de nuvem para cargas de trabalho baseadas em virtualização. Ao fazer isso, analisa as alternativas de nuvem pública para atender a clientes com taxas de uso variável.

Na pesquisa, encontrou um fornecedor que oferece acordos de níveis de serviço (SLAs), tempo de atividade e protocolos de segurança compatíveis ao esperado.

No entanto, pouco tempo depois, os usuários solicitam recursos disponíveis em um aplicativo proprietário do fornecedor. Ao integrar as funções, você adquire o app e também faz sua hospedagem na cloud pública proprietária. O resultado são funcionalidades escaláveis de acordo com a demanda e o estabelecimento de uma nuvem múltipla.

Porém, ainda existe uma dúvida comum, que precisa ser explicada.

Qual é a diferença entre multicloud e nuvem híbrida?

Esses dois termos costumam ser misturados e utilizados como sinônimos, mas os conceitos precisam ficar bem claros. A cloud múltipla é caracterizada por diferentes nuvens, provenientes de vários fornecedores. Elas são utilizadas em atividades isoladas. Por isso, dependem da demanda.

Já a nuvem híbrida é o serviço prestado por um fornecedor, sendo que os tipos de cloud são adotados para diferentes propósitos. É importante destacar que o modelo público oferece um preço atrativo e alta escalabilidade, característica interessante para empresa que lida com demandas sazonais.

Por sua vez, o formato privado traz mais segurança às informações e aplica melhor a legislação referente à privacidade de dados.

Por conta de suas características, a multicloud pode trabalhar com nuvens privadas, públicas e até com híbridas. A escolha depende das necessidades da organização, que cria uma combinação de serviços única. O mais comum é que sejam selecionadas alternativas privadas, com uma opção pública para usar os softwares do dia a dia e escalar a capacidade de armazenamento e processamento.

Por isso, nuvens múltipla e híbrida são complementares, não exclusivas. Ao lidar com diferentes alternativas, a empresa atinge uma qualidade do serviço maior, com latência baixa e redundância de conexão sempre que houver falhas.

Por que trabalhar com essa diversificação?

Os motivos de trabalhar com a diversificação da tecnologia na nuvem são variados. As organizações que utilizam a cloud múltipla também podem optar pelo formato híbrido. Em vez de ter um acoplamento de diferentes serviços, há a oferta de provedores de Infrastructure as a Service (IaaS — que são públicos) e Platform as a Service (PaaS — privados), além de sistema de gestão da segurança e outros.

Dessa forma, a organização tem acesso à infraestrutura adicional de que precisa para tolerar falhas e utilizar as nuvens mais adaptadas para cada atividade. É por isso que os serviços de cloud computing, inclusive a nuvem múltipla, aumentam a receita das empresas em, pelo menos, 40% dos casos. Ademais, o mesmo estudo indicou que 36% dos entrevistados obtiveram elevação da margem de lucro.

Fica claro, por essa explicação, que inexiste um modelo melhor ou pior — tudo depende do momento da organização e de suas demandas internas e/ou externas. Para escolher a melhor alternativa, o ideal é contratar um serviço de consultoria de TI especializada, como o da Vectra, que analisará a melhor opção para o seu negócio e delinear a estratégia a ser seguida.

Como é feita a gestão de dados da multicloud?

A dinamicidade oferecida à TI com base na infraestrutura virtual traz mais complexidade ao autosserviço, à conformidade, à governança, aos controles financeiros, à gestão dos recursos e ao planejamento da capacidade. Além disso, a combinação de serviços permitida ao negócio exige a implantação de uma estratégia de gerenciamento abrangente, que considere fatores, como:

  • planejamento de capacidade;

  • custos;

  • segurança e mais.

O monitoramento de dados também é requisito essencial para evitar gastos e riscos. Nesse contexto, há muitos desafios. Diferentes fatores devem ser analisados. Caso contrário, há o aumento dos custos de manutenção, que causam problemas a longo prazo.

Então, o que fazer? Confira algumas boas práticas!

Implemente políticas de governança e gestão de dados

A infraestrutura multicloud exige que o gestor trabalhe com dados descentralizados, em plataformas de diferentes perfis. Isso significa que o monitoramento das informações é diferenciado e precisa de uma revisão das políticas internas. É preciso criar regras de controle adaptadas ao ambiente de trabalho, que evitem a ocorrência de falhas de desempenho e exposição dos dados.

Lembre-se das questões de conformidade, que garantem o cumprimento de obrigações e regulamentações. Para isso, documente a política de dados, a fim de evitar que o ambiente fragmentado se torne ainda mais complexo. Os profissionais também devem mudar sua rotina para adotar medidas de auditorias e seguir as exigências legais.

Conte com profissionais de TI qualificados

Os especialistas são essenciais para executar rotinas de gestão eficientes em uma infraestrutura complexa e diversificada. Uma alternativa é a terceirização do serviço para empresas especializadas. Ao adotar essa medida, sua organização tem acesso a profissionais com conhecimentos múltiplos e em maior número, o que garante a realização de todos os serviços funcionais.

O outsourcing ainda reduz custos, oferece mais flexibilidade e é capaz de alterar o tamanho da equipe sempre que necessário. Desse modo, o time está preparado para enfrentar os desafios e oferecer um trabalho de qualidade e com bom planejamento.

Agregue ferramentas de monitoramento e scripts de automação

Esses recursos facilitam o trabalho manual na organização e permitem o foco em atividades estratégicas. Assim, em vez de atentar às rotinas de manutenção — que são importantes, mas podem ser automatizadas —, é possível trabalhar com tarefas que assegurem uma cadeia de serviços de alta performance.

O resultado é o atendimento às demandas do mercado e a capacidade de evitar gargalos internos e problemas de indisponibilidade.

Trabalhe a visibilidade e a portabilidade dos dados

A computação em nuvem oferece acesso fácil aos dados corporativos. Essa característica exige proteção e controle dos acessos dos usuários, para que cumpram os requisitos de conformidade de armazenamento e gestão das informações.  Ao apostar na visibilidade, o objetivo esperado é atingido sem colocar em risco a segurança na TI.

Ao mesmo tempo, a portabilidade é indispensável, porque prepara as empresas para momentos de indisponibilidade. Nesse contexto, a estratégia de cloud múltipla deve ser capaz de migrar dados para a nuvem escolhida e repassar as informações para outra plataforma.

Opte por recursos de armazenamento definido por software

A tecnologia SDS (Software-Defined Storage) amplia o armazenamento de diferentes nuvens para otimizar a performance e os gastos. Além disso, ela aperfeiçoa o aprovisionamento de recursos de hospedagem e oferece uma maneira segura de gerir os custos com implementação.

Essa funcionalidade é essencial para atender a múltiplos requisitos e protocolos de conexão.

Cuide da proteção dos dados

A redundância inerente à nuvem nem sempre é suficiente para garantir a proteção das informações. É fundamental contar com backups e ferramentas para recuperação dos dados. Do mesmo modo, é necessário evitar o uso de diferentes recursos de proteção, porque é pouco adequado para o ambiente multicloud.

O ideal é garantir uma preservação efetiva a partir de confiabilidade, performance e disponibilidade dos dados. A estratégia de proteção deve ser abrangente, em vez de trabalhar com produtos diferenciados para atender a diferentes silos.

Assim, já ficou claro que a gestão dos dados é fundamental e precisa ser bem trabalhada. Ademais, ficou evidenciada a importância da segurança. Veja, a seguir, qual tecnologia deve ser utilizada para garantir esse propósito. Continue!

Que tipo de tecnologia de segurança é utilizada?

A multicloud é um ambiente que gera uma carga de trabalho oculta significativa. Nesse contexto, é preciso incluir e colocar diferentes políticas, que preservem os dados e a conformidade com padrões, leis e normas. Um exemplo simples para os ambientes AWS é evitar que os buckets S3 permaneçam publicamente acessíveis para impedir a ocorrência de vazamentos.

Perceba que o propósito é ter um reforço otimizado para ambientes virtuais e distribuições híbridas, e aumentar a visibilidade. Também é necessário contar com soluções que identificam ameaças avançadas e as corrigem. Como alcançar esse intuito?

O primeiro passo é ter controles e políticas de segurança integrados, para que a preservação dos dados seja distribuída de maneira consistente aos diferentes ambientes. Essa e outras medidas — como VPN, políticas de controle de acesso e monitoramento de recursos — são semelhantes àquelas realizadas quando existe apenas um fornecedor de serviços.

A questão é que o ambiente é mais diversificado. Por isso, é preciso ter acesso a um número maior de soluções de segurança, o que exige mais recursos humanos para manutenção das políticas de TI. Somente a partir da preparação é que o gestor consegue gerenciar as ferramentas e evitar que elas se tornem um desafio ao gerenciamento.

Vale a pena pensar ainda na centralização da gestão de recursos e na distribuição inteligente, que facilita o controle dos dados. Observe ainda as funcionalidades de segurança oferecidas pelo fornecedor e evite aquelas que estiverem desatualizadas ou forem pouco confiáveis.

Ao implementar essas ações, riscos desnecessários são evitados, mesmo na multicloud, que conta com uma infraestrutura de TI diversificada.

Quais são os principais benefícios para a empresa?

A estratégia multicloud oferece diferentes vantagens para as empresas, independentemente de os empreendimentos serem públicos ou privados. Os benefícios são os mesmos em qualquer situação. Por isso, apresentamos os principais a seguir. Veja!

Otimização de investimentos

O uso da multinuvem traz mais competitividade à empresa por combinar diferentes serviços, que fornecem capacidade de recursos e melhoria dos preços. No entanto, existe outro aspecto a considerar: a construção de cada cloud é diversa. Isso faz com que sejam abrangidos componentes físicos de infraestrutura e várias características, funcionalidades, políticas e valores.

Devido às diferentes funcionalidades e à dinamicidade do mercado, é difícil descobrir qual é a nuvem mais certa para os negócios, porque isso depende das demandas internas e recursos necessários. De toda forma, é possível aumentar os recursos disponíveis sem comprometer as escolhas por conta das diferentes opções oferecidas. A consequência é a otimização do retorno dos investimentos (ROI).

Aumento da segurança

A multicloud é insuficiente para a proteção dos dados, mas é evidente que oferece mais segurança. Isso acontece por visibilidade, controle e transparência. O modelo de nuvem híbrida dentro da perspectiva múltipla permite combinar segurança e redução de custos para executar aplicativos e dados do negócio.

Redução de latência

O acesso a dados e aplicativos armazenados em diferentes locais não é instantâneo. Atrasos pequenos acontecem quando o tráfego de dados passa por diferentes nós até alcançar o usuário final. Essa situação é chamada de latência e é inerente aos serviços em nuvem fornecidos por servidores distantes.

Com a multinuvem, o data center mais próximo atende aos pedidos solicitados pelos usuários, o que traz mais agilidade ao acesso por diminuir o número de nós atingidos. O resultado é uma experiência unificada e melhor.

Aumento da autonomia

A infraestrutura de nuvem múltipla permite que as organizações combinem plataformas e fornecedores para evitar a vinculação das cargas de trabalho a provedores individuais. A alternância de fornecedores também é simplificada e automatizada. Com isso, os usuários têm autonomia para atender às necessidades de negócios nos quesitos retorno do investimento, desempenho e segurança.

Diminuição da propensão a desastres

Os fornecedores de nuvem múltipla oferecem, pelo menos, 99,5% de disponibilidade dentro do SLA. Isso faz com que a possibilidade de interrupção diminua de maneira significativa e que as empresas tenham mais opções para reagir de forma proativa com o propósito de reduzir custos.

Apesar de todos esses benefícios, ainda existe uma dúvida que precisa ser respondida.

Como saber se essa é a opção ideal para meu negócio?

Neste post indicamos que não existe resposta certa a essa pergunta — tudo depende das suas demandas internas. Por isso, um serviço terceirizado é importante, já que a empresa especializada será capaz de indicar a melhor alternativa para o seu negócio. De toda forma, a multicloud é bastante flexível e traz diversos benefícios para a organização.

O intuito é criar um ambiente de trabalho inteligente, de alto desempenho e com capacidade de inovar de maneira constante. Essas características fazem a empresa reduzir desperdícios e alcançar um patamar de destaque.

Porém, como chegar a esse equilíbrio? Algumas dicas ajudam a alcançar esse objetivo.

Analise as demandas internas

As necessidades de cada equipe, assim como suas dificuldades e seus objetivos, precisam ser avaliados para saber se a multicloud é o modelo mais adequado à organização.

Caso seja identificado o uso de ferramentas de computação em nuvem já integradas aos processos, é importante saber como são usadas e se existem situações em que a alta capacidade não é alcançada ou em que há subaproveitamento de recursos.

Essa análise assinala como o ambiente de TI está instalado e quais são os principais problemas enfrentados pelos colaboradores. Assim, torna-se mais fácil saber como os investimentos impactam o dia a dia do setor.

Verifique as opções com melhor custo-benefício

As dificuldades identificadas na etapa anterior permitem pesquisar fornecedores com melhor custo-benefício. Avalie as ferramentas disponíveis, seu perfil, funcionamento e suas funcionalidades. A ideia é alocar melhor o orçamento por meio do rastreio de soluções adequadas.

Tenha certeza de que a equipe executa as rotinas de gestão

A equipe interna ou terceirizada deve ser capaz de colocar em prática as rotinas de gestão necessárias para as soluções. É preciso que os profissionais saibam lidar com adversidades e novidades. Além disso, um bom planejamento é fundamental.

Caso contrário, o investimento em multicloud cria desafios, que interferem na qualidade dos serviços prestados e no desempenho da infraestrutura de TI.

Ao realizar essas práticas, você diminui os riscos e as incertezas, bem como garante a agregação de valor quando os fornecedores mais adequados às suas necessidades são selecionados. Porém, como selecionar um bom parceiro? A regra é avaliar os seguintes critérios:

  • capacidade de integração;

  • experiência perante outros players do mercado;

  • existência de certificações e cumprimento dos padrões de mercado;

  • atendimento e suporte oferecidos;

  • disponibilidade de ferramentas de gerenciamento;

  • competências e casos de sucesso.

Ao observar esses quesitos, as vantagens são conquistadas e os riscos são diminuídos.

Por que a multicloud é considerada uma tendência de TI?

A computação em nuvem já é uma realidade, mas a multicloud é uma evolução dessa estratégia. Ela consegue se adaptar às necessidades da organização — por isso, é uma das principais estratégias de investimento. Ela consegue se adaptar às demandas do negócio e leva em conta toda a organização, não apenas fatores pontuais.

Devido a essa característica, o retorno sobre o investimento é maior e a rotina de trabalho se torna mais inteligente e dinâmica. Por isso, as empresas utilizam cada vez mais os serviços em nuvem. O foco passou de infraestrutura para o gerenciamento multicloud, contêineres e computação sem servidor.

Na prática, isso significa que todas as ações estarão inseridas na nuvem múltipla nos próximos anos. Alguns fatores que geram essa situação são a ausência de penalidade de custo para o uso dessa tecnologia e a gestão da complexidade adicional necessária.

No entanto, o critério principal é a transformação digital. Por isso, 70% dos CIOs do mundo encaram os investimentos em nuvem como prioridade. Ademais, os gastos com infraestrutura em cloud deverão representar 46% do mercado total de TI. Assim, esse é um recurso que se torna um local de partida viável para a agenda digital, com o propósito de alavancar resultados e assegurar a inovação.

De quebra, traz competitividade às empresas por ser uma plataforma tecnológica para os negócios. Para você ter uma ideia, o estudo State of Enterprise Multi-Cloud, da IOD Cloud Technologies, indica que a melhoria da eficiência operacional é a meta de 38,3% dos entrevistados, enquanto a inovação é para 28% dos respondentes.

Com essa visão, o uso da nuvem múltipla mudou a realidade de 50,3% das organizações — e também é capaz de aperfeiçoar os serviços do seu negócio. Por isso, essa é uma maneira eficiente de estar um passo à frente e conquistar competitividade perante a concorrência.

Nesse contexto, fica claro que a multicloud é uma tendência e o futuro da computação em nuvem. Ela serve para organizações públicas e privadas, porque contribui para a transformação digital e oferece flexibilidade, ganhos de performance e segurança.

Ao mesmo tempo, as demandas são atendidas de acordo com as necessidades, medida que traz escalabilidade ao negócio.

Agora que você entende melhor sobre nuvens múltiplas e seus benefícios para os negócios, basta colocar as ideias que apresentamos em prática. Que tal começar hoje mesmo? Aproveite ainda para compartilhar esse conhecimento com outras pessoas! Compartilhe este post nas suas redes sociais e mostre como a multicloud pode revolucionar os mais diferentes negócios!