O aumento da adoção da tecnologia da informação em hospitais, no Brasil, coincide com o crescimento do segmento da saúde e de cuidados médicos. De acordo com um relatório do IBGE, divulgado no final de 2015, os gastos com saúde representaram 8% do Produto Interno Bruto (PIB). Foram movimentados no país, no período, cerca de R$ 420 bilhões em diversos serviços, incluindo os cuidados hospitalares.

Há também um movimento mundial de informatização na indústria hospitalar. Uma pesquisa da Dell, publicada em 2016, mostra que há um avanço na adoção de sistemas, serviços e equipamentos tecnológicos.

Entre os principais motivadores desses investimentos estão a segurança patrimonial e da informação (como apontaram 53% dos executivos do setor), a redução de custos (44%), as melhorias na produtividade dos colaboradores (50%) e também ajustes de processos operacionais (46%).

É com essa visão que produzimos este artigo. Aqui você verá, em detalhes, como a tecnologia da informação (TI) está transformando esse importante segmento de mercado. Você terá uma boa noção de como ela está presente nos ambientes hospitalares e como tem se tornado responsável por garantir estruturas operacionais e gerenciais eficientes — e cada vez mais rentáveis.   

Continue lendo para ver como a TI contribui para o crescimento das instituições hospitalares e também para o tratamento dos pacientes. Percorra todas as próximas páginas para conhecer as vantagens que ferramentas e dispositivos tecnológicos podem oferecer para o hospital que você dirige! Confira!

A tecnologia da informação em hospitais para crescimento das instituições

Os avanços trazidos pela tecnologia da informação em hospitais são cada vez mais visíveis. É a adoção de ferramentas e equipamentos tecnológicos, ao lado de descobertas científicas, que proporcionam melhorias no tratamento de diversas doenças. A governança hospitalar também é uma área que vem sendo muito beneficiada com a TI.

A combinação de computadores e outros dispositivos (tablets e smartphones), redes de telecomunicações e infraestrutura na nuvem (cloud computing) está promovendo, nos hospitais, mais qualidade nos serviços, decisões estratégicas mais rápidas e inteligentes e resultados favoráveis de negócio. Isso se reflete tanto no que é oferecido aos pacientes quanto na competitividade das instituições.

Ao utilizar softwares de gestão, registros médicos computadorizados e até mesmo agendamento via web, por exemplo, os hospitais promovem melhorias na qualidade da assistência, ao mesmo tempo em que reduzem seus custos e elevam sua rentabilidade.

Com uma boa infraestrutura tecnológica, as instituições hospitalares conseguem melhorar aspectos como segurança patrimonial (monitoramento de ambientes e controle de acesso) e da informação (ferramentas e métodos que blindam os dados corporativos e dos pacientes), integração de departamentos, unificação das comunicações, entre outros.

Utilizando serviços de computação em nuvem, é possível melhorar significativamente a escala tecnológica, uma vez que a maioria das preocupações e dos investimentos com infraestrutura fica por conta dos provedores — e os custos caem significativamente, pois a maioria dos recursos passa a ser adquiridos e utilizados virtualmente.

Com o advento da nuvem, médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e outros colaboradores ganharam mais mobilidade para operar os sistemas onde quer que estejam, por meio de diversos dispositivos conectados à web. Os pacientes também podem acessar informações via internet, o que vem revolucionando a forma com que os hospitais entregam seus serviços a seus públicos de interesse.

Um dos pontos mais críticos da atividade hospitalar, que é o relacionamento com os pacientes, também pode ser otimizado com o bom uso da tecnologia da informação em hospitais. Ao manter bancos de dados robustos e organizados, por exemplo, é possível guardar históricos de consultas e diagnósticos e, assim, diminuir os erros médicos e agilizar a resolução de problemas.

Se olharmos para a inovação — tão necessária nos diversos segmentos de mercado e cada vez mais exigida das instituições hospitalares — a TI também contribui muito. Com o uso de soluções 3D, por exemplo, muitos hospitais têm oferecido serviços inovadores a seus pacientes.

Há ganhos significativos em termos de comunicação, além da criação de produtos e serviços disruptivos para atender diferentes demandas e solucionar problemas antigos e novos. Já os aspectos gerais de administração dos hospitais nunca foram tão potencializados e melhorados como agora.

Com a automação de processos via soluções tecnológicas, por exemplo, além de fazer com que as sequências de atividades promovam a produtividade dos colaboradores, consegue-se também a padronização dos serviços. E quanto mais padronizados são os serviços, mais a qualidade é fomentada e garantida.

Ao criar um workflow de trabalho (sequências lógicas parametrizadas em sistemas), é possível, por exemplo, fazer com que uma atividade só possa ser iniciada quando outra é finalizada, distribuindo automaticamente tarefas a diferentes profissionais, o que integra melhor os departamentos, promove a colaboratividade e potencializa os resultados.

A verdade é que quanto mais bem equipado tecnologicamente um hospital está, mais bem administrado ele é e melhores são seus resultados como negócio. Com a tecnologia, os gestores conseguem planejar melhor as ações, definir indicadores, traçar objetivos e metas e mensurar o que é produzido e entregue.

A coparticipação da tecnologia da informação em hospitais no tratamento dos pacientes

Também é correto afirmar que a tecnologia da informação passou a ser corresponsável no tratamento dos pacientes. Para isso, podemos recorrer a exemplos emblemáticos como o do paciente que recebeu um osso impresso em 3D no laboratório da Universidade Politécnica Noroeste, na China.

No entanto, ainda podemos ir além e observar aspectos práticos do dia a dia de um hospital e como eles podem ser amparados com ferramentas e dispositivos tecnológicos. A automação, a integração e a unificação das comunicações em ambientes hospitalares, por meio de sistemas e equipamentos, oferecem vários benefícios que se refletem diretamente nos serviços prestados.

Já existem muitos hospitais que têm unidades de terapia intensiva (UTIs) operando totalmente informatizadas, sem a impressão de um único papel e com alto poder de parametrização de procedimentos — o que pode, por exemplo, evitar erros e garantir confiabilidade nas ações de médicos, enfermeiros e auxiliares.

Utilizando a tecnologia, os médicos e os gestores hospitalares têm suas decisões — que, muitas vezes, são críticas e precisam ser tomadas rapidamente — amparadas por dados seguros e atualizados. O cruzamento de informações de diversos departamentos, pode, por exemplo, evitar erros e lentidão em um atendimento, o que pode ser decisivo para salvar um paciente.

Veja agora alguns exemplos de como a tecnologia da informação pode ser uma excelente aliada no tratamento de pacientes. Listamos, a seguir, alguns recursos que já são amplamente disseminados e também algumas tendências apontadas por especialistas da área:

Prontuário eletrônico: o histórico do paciente na palma da mão

Um dos recursos tecnológicos que mais contribuem para que os serviços hospitalares sejam melhorados para os pacientes é o prontuário eletrônico. O que antes acumulava pilhas de papéis e necessitava de grandes espaços para arquivos — além de profissionais dedicados a administrá-los — hoje está na palma da mão dos médicos e dos enfermeiros.

Um paciente que foi atendido há anos tem todo o seu histórico registrado eletronicamente. Assim, em poucos cliques, o médico pode recorrer às informações rapidamente e prosseguir com o atendimento com muito mais rapidez usando apenas um notebook, tablet ou smartphone.

Telemedicina: colaboração e procedimentos à longa distância

A telemedicina, que até poucos anos podia ser considerada ficção científica, já faz parte da rotina de muitos hospitais ao redor do mundo. Hoje, por meio da computação em nuvem, equipes médicas podem colaborar remotamente, inclusive fazendo procedimentos cirúrgicos a distância.

Em muitos casos, a telemedicina tem ajudado a salvar vidas. Ela encurta as distâncias e otimiza a inteligência médica — colaboração de vários profissionais com especialidades complementares —, além de reduzir custos tanto para o paciente quanto para os hospitais e as clínicas.

Robótica: a máquina realizando cirurgias e fazendo check-ups automáticos

A robótica cirúrgica é um dos novos avanços tecnológicos que estão revolucionando os cuidados de saúde. A cirurgia laparoscópica, por exemplo, está deixando de ser um procedimento que deixava cicatrizes e mantinha os pacientes no hospital por vários dias, pois robôs atuam de forma mais milimétrica e precisa do que médicos humanos.

Um estudo recente feito pelo Children’s National Medical Center, de Washington, mostrou que um robô autônomo supervisionado poderia realizar a cirurgia de tecidos moles melhor do que um cirurgião humano. Check-ups realizados por robôs também representam avanços significativos na área da saúde.

De acordo com um artigo de Michael MacRae, o Food and Drug Administration (FDA) — órgão americano que regula alimentos, drogas e fármacos — aprovou o uso de robôs com capacidade para patrulhar corredores do hospital, verificando pacientes em salas diferentes e também gerenciando, com gráficos individuais, os sinais vitais dos pacientes sem nenhuma intervenção humana.

Laser: emissão estimulada de radiação para tratar doenças

A palavra laser significa amplificação de luz por emissão estimulada de radiação. A adoção de tecnologias de laser para tratamento médico também está ajudando os hospitais a melhorar o atendimento a diversos tipos de pacientes.

Um artigo publicado por cientistas da Baylor College of Medicine, de Houston, aponta diferentes plataformas de laser disponíveis para tratamento médico e também indica como identificar a mais adequada para questões específicas.

A tecnologia laser é agora aplicável para tratar uma variedade de problemas médicos, de tratamento do câncer até a remoção de fungos no cabelo e na unha.

Mobilidade: agendamento de consultas e exames na web

A conveniência proporcionada por sistemas que podem ser acessados na web também oferece vantagens aos pacientes. Estes não precisam mais fazer ligações telefônicas para agendar consultas ou dirigir-se até os laboratórios para buscar resultados de exames.

Por meio da mobilidade tecnológica, além de os pacientes ganharem tempo, as equipes médicas e de atendimento dos hospitais também podem se dedicar mais a atividades estratégicas e urgentes — o que, sem dúvidas, eleva a qualidade dos serviços.

As vantagens da tecnologia da informação em hospitais

Para entendermos melhor como a TI pode ajudar no crescimento das instituições hospitalares, vamos tomar como exemplo a utilização de um software de gestão hospitalar. Veja, a seguir, algumas das facilidades que esse tipo de solução apresenta:

Visão panorâmica dos processos internos

Ao adotar um bom software de gestão hospitalar, os gestores conseguem ter uma visão global de todos os processos internos. Isso facilita na hora de trabalhar as melhorias dos procedimentos administrativos.

O fluxo de informações, por exemplo, passa a ser mais rápido, pois o sistema facilita a integração dos serviços médicos com os processos de gestão. Ou seja, do agendamento de consultas até o faturamento da conta dos pacientes, tudo fica registrado em um único ambiente tecnológico.

E não é só a área administrativa que sente as melhorias. A equipe técnica também passa a se beneficiar, pois conta com dados completos e fidedignos dos pacientes e podem acessá-los a qualquer momento.

Quando um paciente dá entrada com um quadro de urgência, por exemplo, ele é cadastrado e, em seguida atendido; o médico plantonista gera um prontuário eletrônico e prossegue com os procedimentos necessários.

Todo o trabalho, desde a internação até a realização de procedimentos médicos é devidamente registrado e segue uma sequência já parametrizada na solução, o que ajuda a padronizar os processos — que passam a ser facilmente rastreáveis e geram registros legalmente válidos.

Lá na frente, ao avaliar a história pregressa contida no prontuário, um outro médico compreende facilmente os serviços que foram prestados a esse paciente. Logo, dados como cirurgias anteriores, medicamentos receitados e alergias não se perdem dentro de diversos sistemas e a qualidade do atendimento médico é mantida.

A visão integral dos dados dos pacientes também evita problemas comunicacionais entre os departamentos do hospital — além, é claro, de otimizar os processos, diminuindo o tempo de trabalho e, consequentemente, os custos do hospital.

Redução de erros médicos

O atendimento do paciente torna-se mais seguro com um bom sistema hospitalar. Ao ter dados atualizados e seguros sempre disponíveis, os médicos tendem a errar menos na hora de prescrever medicamentos, realizar cirurgias etc.

Outro exemplo é a utilização de etiquetas de identificação por códigos de barras, colocadas no punho dos pacientes, elas contêm dados codificados que podem ser lidos pelo sistema por meio de equipamentos especiais. Assim, mesmo um enfermeiro que acabou de assumir um turno pode prosseguir os cuidados de um paciente que já tenha medicamentos prescritos, sem precisar se reunir com o médico para receber instruções.

Em médio e longo prazo, a informatização da gestão de um hospital também evita erros médicos. O histórico dos pacientes fica registrado e pode ser acessado com facilidade, o que evita prescrição de medicamentos que causam alergias, sobredoses, entre outros riscos.

Controle de indicadores e resultados

Outro ponto alto da utilização de sistemas de gestão hospitalar integrados é a geração e o gerenciamento de estatísticas a partir dos dados registrados. Indicadores como volume de pacientes atendidos, recursos que foram utilizados, produtividade dos médicos e seus auxiliares são controlados com muito mais facilidade.

Estatísticas também podem ser extraídas de um bom software de gestão hospitalar. É possível, por exemplo, verificar quais foram as doenças prevalentes dentro de um determinado período, quais foram os procedimentos aplicados pela equipe médica, entre outros dados.

Tudo isso pode munir os gestores na hora de fazer planejamentos, estimar investimentos e precificar serviços. A partir da geração de relatórios, os gestores conseguem fazer avaliações mais objetivas da rotina hospitalar e podem agir com muito mais rapidez e assertividade diante da detecção de falhas, do crescimento da demanda e do aumento de reclamações.

Redução de custos

A tecnologia da informação integra todos os departamentos do hospital. Com isso, é possível reduzir custos em diversas frentes, como equipamentos, equipe, controle de internação e alta de pacientes.

Com a TI, otimiza-se o tempo gasto com requisições de exames ou com solicitação de determinados medicamentos da farmácia. Ou seja, em vez de um profissional se deslocar para outro ambiente para obter ordens de serviços, basta que ele faça a solicitação no sistema que, automaticamente, encaminha aos responsáveis.

As despesas operacionais também são reduzidas quando o hospital tem um bom sistema de gestão. Em vez de fazer diversas ligações telefônicas para o laboratório, um médico só precisa ter acesso ao sistema para avaliar um exame, por exemplo.

Segurança da informação

A Kaspersky, uma das maiores companhias fabricantes de antivírus do mundo, detectou que os sistemas hospitalares, no Brasil, ainda são muito vulneráveis a invasões, roubos e danos de dados. Entre as principais causas disso estão erros cometidos por usuários (utilização de senhas fracas, compartilhamento de acesso entre diversos profissionais etc.).

Isso é preocupante, pois a segurança da informação é fundamental para a qualidade dos serviços prestados, para a gestão hospitalar e, sobretudo, para que os pacientes se mantenham seguros.

E, com isso, um bom sistema de gestão pode ajudar. Com todas as informações centralizadas em um único ambiente, fica mais fácil administrá-las, mantê-las seguras e sempre disponíveis — por meio de backups e criptografia.

Para isso, é claro, é preciso de uma boa infraestrutura, com servidores e bancos de dados potentes e capazes de se manterem disponíveis, inclusive, em momentos de picos de utilização.

Também é preciso que hajam políticas de segurança da informação, com usuários devidamente registrados e com acesso apenas às funcionalidades para as quais são autorizados, dentre outros procedimentos.

Satisfação dos pacientes e a reputação do hospital

Por fim, é importante pontuar que a tecnologia da informação em hospitais contribui para a satisfação dos pacientes. Se tudo funciona de uma forma automatizada, profissional e segura, é natural que a qualidade dos serviços se eleve e que isso seja percebido pelas pessoas que são atendidas.

Ao reduzir tempo de atendimento, por exemplo, a TI contribui para que os pacientes percam menos tempo esperando para um procedimento. Sem a necessidade de fazer ligações telefônicas para agendar consultas e visitas — pois podem fazer isso via internet — as pessoas também ganham tempo.

Com pacientes e familiares mais satisfeitos, a reputação dos hospitais também é elevada. Com a concorrência cada vez mais acirrada e pacientes mais bem informados e exigentes, ter uma reputação boa é fundamental para os resultados do negócio.

O alinhamento da gestão hospitalar com a TI garante o sucesso dos hospitais — porém, é preciso avançar

Ao longo dos últimos anos, as inovações tecnológicas têm alterado de forma positiva o cenário de cuidados de saúde com ferramentas e técnicas. Os hospitais, em particular, passaram a ter mais formas de tratar doenças raras, proporcionando experiências mais confortáveis a seus pacientes.

Como vimos ao longo deste artigo, a tecnologia também vem revolucionando a estrutura e a organização das instituições de saúde. Da adoção de registros médicos eletrônicos até melhorias nos processos administrativos, passando por avanços em pesquisa biomédica, métodos mais recentes e mais precisos de imagem e diagnóstico, é inegável o quanto TI tem se tornado uma aliada de hospitais de todos os portes.

Toda a abordagem médica em termos de diagnóstico, tratamento, assistência ao paciente, gestão de instalações de saúde e até a relação médico-paciente vem sendo otimizada com a TI. Não raro, muitos especialistas dizem que o setor está passando por uma verdadeira revolução, nunca antes vista.

O que podemos acrescentar é que, embora o segmento hospitalar já venha se beneficiando de várias intervenções tecnológicas, ainda há mais potencial para ser aproveitado. Para isso, é preciso que os gestores vejam na TI uma aliada e se interessem por verificar como as ferramentas e os dispositivos podem otimizar os seus resultados.

É preciso uma quebra de paradigmas, um novo olhar. É preciso acompanhar o presente e estar de olho nas tendências do futuro. Do contrário, a competitividade cada vez mais acirrada desse segmento pode fazer com que algumas instituições não evoluam.

Além de alinhar melhor o departamento interno de tecnologia com a gestão médica e hospitalar, a dica é: buscar parcerias externas (fornecedores de sistemas e serviços) e investir no desenvolvimento de ideias e projetos inovadores.

Muitas vezes, o mito de que esse investimento demande grandes montantes não passa de uma ilusão de ótica, especialmente se olharmos para como a tecnologia da informação em hospitais está cada vez mais acessível e fácil de adotar.

E você? Como tem utilizado a tecnologia da informação em seu hospital? Gostou deste artigo? Deixe o seu comentário! Conheça também os serviços da Vectra  e veja como podemos ajudá-lo!