Os novos modelos de negócios da TI, que surgem a cada dia devido às demandas atuais, exigem um maior nível de segurança digital. Esse conceito é amplo e vai além do âmbito da informação ou da infraestrutura. Além disso, impacta empresas de todos os portes e setores, inclusive as públicas.

Nesse contexto, a ideia é renovar, atualizar e manter o parque tecnológico protegido a partir da implantação de diferentes ações que visam à melhoria do fluxo de trabalho e da produtividade das equipes. Como fazer isso? É o que vamos mostrar neste post.

Aqui, explicaremos como evitar riscos, rastrear e eliminar vulnerabilidades, e adotar estratégias que permitam alcançar seus objetivos. Quer saber mais? Acompanhe!

A segurança digital

O termo segurança digital se refere a ferramentas e recursos informatizados utilizados para proteger a identidade, os ativos e as tecnologias utilizadas pela empresa nos mundos virtual e móvel. Mais que a preservação dos dados, a ideia aqui é agregar mobilidade, escalabilidade e dinamicidade ao dia a dia, a fim de facilitar a execução das tarefas estratégicas e operacionais.

O propósito é mudar a forma de gerenciamento dos diferentes registros para que deixem de ser arquivos visíveis e tangíveis e se transformem em virtuais. No entanto, essa atitude requer cuidados extras, que impeçam a ação de hackers e diminuam as possibilidades de erros humanos — situações que trazem vulnerabilidades aos sistemas.

Nesse escopo, é preciso abranger documentos, gestão e ativos de TI. Somente dessa forma é possível implementar uma verdadeira estratégia de segurança digital, que evite os principais problemas que surgem nas empresas. Eles são:

  • infecções por malwares;

  • interrupção e indisponibilidade dos sistemas;

  • ataques maliciosos;

  • vazamentos ou perdas de dados sensíveis.

Ao avaliar todos esses quesitos, é possível implantar boas práticas, que assegurem o compliance e garantam que sua organização está resguardada contra problemas e imprevistos.

7 boas práticas de segurança digital para sua empresa

O Brasil é o segundo país com mais perdas financeiras derivadas de ataques cibernéticos. Em 2017, os prejuízos alcançaram 22 bilhões de dólares. Ao mesmo tempo, 74% das organizações passaram por uma fraude nos 12 meses anteriores à elaboração do Norton Cyber Security Report.

Por sua vez, os custos com o crescimento do total de violações atingiram R$4,7 milhões em 2017. O tempo médio para identificação desses eventos foi de 240 dias, sendo que o prazo médio de reparação foi de 100 dias. No que se refere aos danos referentes à reputação, as perdas estimadas são de R$1,92 milhão.

Diante desses dados, fica claro que é preciso investir em segurança digital. Porém, o que precisa ser feito? Listamos as 7 principais boas práticas para você implementar na sua organização. Confira!

1. Aprimore sua governança de TI

A governança abrange a gestão dos ativos de TI para garantir que os resultados estejam sob controle e alinhados aos objetivos estratégicos do negócio. Para isso, é preciso que funções, pessoas, processos, políticas, fornecedores e ferramentas sejam administrados conforme as diretrizes do setor.

Um estudo da Gartner indicou que as práticas de governança estão mais maduras. O principal motivo é a existência de riscos para os negócios digitais. Por isso, 71% dos respondentes da pesquisa indicaram que os dados devem influenciar as tomadas de decisão. Apesar disso, 38% apontaram que os responsáveis pela proteção das informações trabalhavam fora da área de tecnologia.

Ademais, metade dos entrevistados indicaram que a equipe de governança participa do aperfeiçoamento e da avaliação de políticas. Ainda assim, apenas 30% assinalaram a participação das unidades de negócio em seu desenvolvimento. É preciso reverter esse cenário para que a governança de TI cumpra seus objetivos, que são:

  • manter a performance de serviços;

  • fomentar a transformação digital;

  • melhorar a satisfação de usuários e consumidores;

  • gerenciar a equipe.

Nesse contexto, é preciso atentar à segurança da informação — um dos pilares da governança. A partir do estabelecimento de diretrizes, torna-se possível padronizar processos e alcançar níveis elevados de qualidade e confiabilidade. Isso leva a um aumento da competitividade e a uma abordagem de mercado diferenciada, com foco na qualidade operacional.

2. Elimine a Shadow IT

A chamada TI invisível é a prática adotada por organizações, que adotam soluções tecnológicas com recursos próprios, sem depender de orçamento específico, passar por uma avaliação ou contar com o suporte da gestão. Em outras palavras, é como se os sistemas simplesmente não existissem, porque estão fora da propriedade ou do controle do negócio e do próprio setor de tecnologia.

Essa situação gera vulnerabilidades que não são identificadas na gestão de risco. Da mesma forma, os sistemas inseridos nesse contexto são ignorados pela política de segurança e no gerenciamento da segurança da informação. Os resultados vão desde queda da produtividade até a invasão maliciosa da rede, por exemplo, devido a um software infectado que foi baixado em um dos equipamentos da empresa.

Por isso, é indispensável eliminar a shadow IT por meio de processos de gerenciamento que garantem a confidencialidade, a integridade e a disponibilidade das informações. Também é preciso conscientizar a treinar os colaboradores para garantir que os princípios sejam cumpridos.

3. Trabalhe com proteção ativa

A ideia aqui é implementar políticas de segurança da informação, que reúnam métodos, regras e práticas a serem seguidas pelos usuários. Novamente, o direcionamento deve ser os aspectos de confidencialidade, integridade e disponibilidade. Para isso, algumas soluções são relevantes, como as que listamos a seguir.

3.1. Antivírus corporativo

A função desses sistemas é monitorar, identificar e excluir os vírus replicáveis no computador através de arquivos infectados. O ideal é contar com uma solução paga e apropriada ao ambiente corporativo, já que as opções gratuitas e domésticas oferecem níveis mais baixo de proteção e não garantem os requisitos mínimos de preservação dos softwares.

Geralmente, os antivírus corporativos ainda oferecem suporte técnico especializado e funções específicas, que estão descritas nos contratos de licença. É importante destacar que os sistemas domésticos indicam sua proibição de uso no ambiente empresarial. Por isso, descumprir essa diretriz faz a rede implementada na sua organização estar sujeita a vulnerabilidades e multas.

3.2. Antimalware

Os malwares são softwares maliciosos que infectam a rede e os dispositivos. Aqui também estão incluídos os vírus, mas há uma gama mais abrangente de sistemas mal-intencionados, que se instalam e executam tarefas automaticamente, sem exigir a permissão do usuário. Entre eles estão spywares, adwares, trojans, worms, ransomwares e outros.

O dispositivo pode ser infectado de diferentes maneiras. As consequências vão do envio de mensagens de spam à captura de senhas e ao sequestro de dados. O ransomware é um dos principais exemplos. O Brasil, inclusive, é um dos países mais afetados por esse golpe.

Porém, como ele funciona? Assim que o computador é infectado, ele sequestra os arquivos e impede seu acesso. Uma mensagem que solicita uma quantia para resgate surge na tela, com a promessa de que, quando o dinheiro for enviado, os documentos estarão disponíveis novamente. No entanto, isso nem sempre acontece.

Para as organizações, um ataque como esse representa prejuízos significativos à reputação e ao atendimento aos usuários. Também há uma perda de confiabilidade, que dificilmente será resgatada.

3.3. Firewall

Esse recurso constrói uma barreira de segurança para garantir o tráfego de informações entre a máquina e a rede. O propósito é assegurar a transmissão e o recebimento somente dos dados autorizados. Para garantir sua eficácia, a equipe de TI deve definir regras que serão utilizadas como base para a análise do fluxo de informações, a fim de aumentar a confidencialidade dos registros.

Para âmbitos corporativos, a melhor alternativa é utilizar versões pagas, que oferecem mais funcionalidades. Além disso, vale a pena instalar componentes de hardware dedicados, porque os equipamentos específicos garantem mais eficiência e rapidez na aplicação dos filtros e garantia das demandas.

4. Adote políticas de backup bem estabelecidas

O backup é a alternativa mais inteligente para evitar a perda de dados importantes. Essa medida pode ser implementada de diferentes maneiras, mas o ideal é ter uma política bem estabelecida, que indica as diretrizes a serem seguidas e o plano de ação a ser adotado em caso de imprevistos.

Perceba que o backup fará cópias de arquivos e sistemas importantes, que causariam impactos significativos em caso de perdas. Uma política bem definida evita esses prejuízos ao negócio, tanto em questão de faturamento quanto em reputação e satisfação dos usuários.

O backup pode ser feito de maneira manual, em diferentes mídias e com a execução de testes de integridade regulares. Outra possibilidade é a configuração automática a ser colocada em prática em determinado período preestabelecido. Por fim, a computação em nuvem é outra opção interessante, porque sempre há uma cópia dos arquivos — porém, vamos explicar isso em seguida.

De qualquer forma, o propósito é que seja possível maximizar a acessibilidade dos registros e impedir danos aos arquivos armazenados e até mesmo à infraestrutura de TI. Mais que isso, se algum incidente acontecer, o backup permite a recuperação rápida de dados e serviços.

5. Use níveis administrativos que oferecem acesso às hierarquias diferentes de arquivos

As regras de controle de acesso evitam que pessoas sem autorização acessem dados sensíveis e causem problemas à infraestrutura de TI, inclusive prejuízos financeiros. As políticas de níveis administrativos possibilitam que cada pessoa verifique os arquivos e documentos necessários ao seu trabalho.

Ao mesmo tempo, impede que determinado colaborador entre em uma parte do sistema de responsabilidade do gestor. Ao definir esses critérios, a limitação de acesso aos recursos é mais precisa e a realização das atividades dos diferentes setores é assegurada, sem haver prejuízos.

6. Aposte no armazenamento em nuvem

O cloud computing é uma tecnologia já estabelecida no mercado, que ajuda a aumentar a segurança digital da sua organização. Para ter uma ideia, aproximadamente 90% dos médios negócios do País utilizam a computação em nuvem, até mesmo porque ela traz mobilidade aos documentos corporativos.

Duas das principais vantagens dessa tecnologia são permitir o acesso aos arquivos a partir de qualquer dispositivo com internet e garantir sua atualização em tempo real. Ademais, os dados são criptografados, medida que impede o acesso não autorizado das informações.

A consequência é o aumento da mobilidade e da competitividade do negócio. Do mesmo modo, há redução de custos, melhoria da confiabilidade dos serviços de TI e diminuição de falhas de segurança e vulnerabilidades. Para isso, o ideal é contratar soluções do tipo Software as a Service (SaaS), que oferece estabilidade, garante versões sempre atualizadas e proporciona escalabilidade à organização.

7. Faça a gestão de ativos

Essa prática visa à otimização de resultados e à minimização dos riscos de TI. Isso acontece pela identificação de ativos ocultos (como da shadow IT), adequação aos padrões de conformidade, detecção de licenças vencidas ou desativadas e escolha dos softwares mais apropriados às necessidades dos usuários.

Junto a esse levantamento de dados e informações, é possível verificar o que precisa ser aperfeiçoado para reduzir os riscos e garantir o compliance. Nesse momento, também vale a pena avaliar a tendência do Bring Your Own Device (BYOD), isto é, a utilização de dispositivos pessoais no ambiente de trabalho.

Essa situação faz com que o tráfego de dados seja elevado, o que aumenta a chance de surgirem vulnerabilidades. Por isso, vale a pena implementar as práticas de gerenciamento de dispositivos móveis (MDM) e de aplicativos móveis (MAM). A primeira objetiva controlar a autenticação e o acesso para proteger as informações. A segunda simplifica a criação e o uso de apps em âmbito interno.

Em suma, a segurança digital é uma prática fundamental para qualquer empresa, especialmente as públicas, que lidam com diferentes informações sensíveis dos usuários. Ao adotar as práticas que apresentamos neste post, é assegurado um maior nível de preservação dos dados, ao mesmo tempo que são evitados prejuízos financeiros e à reputação da organização.

Como as práticas são variadas, vale a pena considerar o outsourcing, ou seja, a terceirização da TI. Assim, a segurança digital é aumentada no seu negócio e a gestão dos ativos se torna mais responsável.

Então, que tal colocar em prática as dicas que repassamos neste artigo? Aproveite e distribua esse conhecimento para outras pessoas! É só compartilhar este conteúdo nas suas redes sociais.