A tecnologia da informação em saúde é uma ferramenta importante no ambiente hospitalar. Os recursos tecnológicos que provêm dados sobre os serviços clínicos e atividades gerenciais servem como norteadoras para a tomada de decisão dos gestores.

Além disso, essa estratégia tende a diminuir as operações manuais, reduzir o espaço para armazenamento de arquivos médicos e otimizar as atividades hospitalares que antes eram morosas demais.

Conhecer e dominar os principais serviços tecnológicos da gestão hospitalar garantirá controle dos processos, remanejamento de recursos financeiros e mudanças nas estratégias organizacionais visando a sustentabilidade da instituição em saúde.

Quer saber quais são os serviços importantes para a gestão hospitalar? Então, acompanhe nosso post de hoje e saiba como a tecnologia da informação em saúde pode lhe ajudar!

1. Segurança dos dados

A tecnologia da informação em saúde, materializada em sistemas informatizados deve garantir a segurança dos dados que são inseridos constantemente. Nesse sentido, é importante manter senhas individuais e acessos condizentes com as atividades exercidas.

A segurança dos dados é uma das maiores preocupações de um software visto que qualquer modificação não autorizada por incorrer em problemas internos e jurídicos ao se tratar do prontuário do paciente.

Por isso, é crucial cadastrar e treinar periodicamente os funcionários para evitar problemas preveníveis e manter as máquinas em perfeito funcionamento para diminuir as panes elétricas.

Além disso, deve-se sempre fazer o backup das principais informações hospitalares conforme periodicidade recomendada pela empresa que forneceu o software, a fim de melhorar a velocidade dos computadores e garantir segurança externa dos dados.

Em casos de inconsistências no estoque, problema de inserção de dados ou dificuldade para compreender os novos recursos implantados deve-se sempre solicitar a ajuda especializada.

2. Integração das informações

O cenário vivido pelas organizações hospitalares que utilizam múltiplos sistemas está ultrapassado. A integração das informações entre os setores é algo almejado e, possivelmente, executado nos dias de hoje.

A integração das rotinas clínicas e gerenciais permite avaliar holisticamente todas as movimentações referentes à internação e aos procedimentos realizados no paciente bem como os custos dos serviços prestados.

A prescrição médica integrada aos serviços de farmácia poderá informar sobre o estoque dos insumos hospitalares solicitados e as rotinas para liberação de medicamentos essenciais.

E as inovações podem evoluir para âmbitos mais complexos. Alguns softwares auxiliam os prescritores no caso de incompatibilidades medicamentosas que impeçam a liberação dos medicamentos ou alertam sobre alterações significativas nos exames laboratoriais realizados pelos pacientes.

Ademais, os serviços prestados ao paciente serão contabilizados no faturamento e confrontados com o teto pago pelas operadoras de planos de saúde ou pelo repasse público. Assim, os gestores poderão identificar as atividades de maior rentabilidade e as que necessitam de reajustes para não causarem prejuízos.

3. Gerenciamento dos processos

A segurança e a integração dos dados, quando realizadas com eficiência, darão suporte para a tomada de decisão dos gestores na medida que mostra o diagnóstico situacional da instituição.

Nesse sentido, é possível levantar dados sobre taxa de ocupação hospitalar, custo por procedimento, serviços com maior e menor demanda, ociosidade de alguma atividade, média de consumo de insumos hospitalares etc.

A partir dessas análises é possível fazer um planejamento das atividades hospitalares, promover reuniões produtivas e solicitar o engajamento de todos em prol de mudanças nos processos clínicos e operacionais.

4. Atendimento diferenciado

Uma plataforma informatizada permite um atendimento clínico diferenciado aos pacientes. Isso porque os profissionais terão o prontuário eletrônico com grande facilitador durante a consulta com o paciente.

O prontuário eletrônico visa compilar toda a história clínica e medicamentosa do paciente, inserir as condutas terapêuticas dos demais profissionais e compreender o estado clínico do paciente.

Alguns softwares conseguem inserir imagens radiológicos e ajustá-las para visualização adequada, o que enriquece o prontuário do paciente de forma que os profissionais não precisam fazer hipóteses diagnósticas de forma fragmentada.

Dessa forma, o atendimento é otimizado pelos recursos tecnológicos e o profissional destina mais tempo para entender os aspectos emocionais que envolvem uma consulta clínica.

5. Gestão de colaboradores

A tecnologia da informação em saúde também auxilia nos processos de gestão de funcionários. Por meio do software é possível gerenciar dados sobre as atividades laborais e folha de pessoal.

No setor de medicina do trabalho é possível fazer o cadastro de colaboradores, os principais riscos ocupacionais inerentes às atividades realizadas, gerenciar as consultas periódicas e muitas outras aplicações.

Com esses dados registrados no sistema, é possível identificar as causas de afastamento no trabalho e investigar as condições do ambiente laboral que estejam causando alterações de saúde dos colaboradores.

Adicionalmente, é possível avaliar a folha de pessoal, as modificações salariais e plotar um planejamento de carreira conforme as habilidades e competências dos funcionários da empresa hospitalar.

6. Atendimento ao Big Data

O Big Data é uma estratégia que tem sido muito utilizada e divulgada no ambiente hospitalar. Trata-se da compilação dos dados gerados pelas unidades de saúde, análise das informações e interpretação baseada em outros bancos de dados.

Significa a integração dos dados clínicos do paciente com as bases de dados científicas, clínicas e econômicas que corroboram ou confrontam com os resultados obtidos. Dessa forma, é possível entender a situação nosológica presente e elaborar metas para resolver as limitações em longo prazo.

A utilização do Big Data serve para nortear as decisões gerenciais conforme o contexto externo que a instituição hospitalar está inserida, além de impactar significativamente na inteligência clínica. Por meio de variações estatísticas, é possível supor as principais tendências clínicas e programar as atividades.

A tecnologia da informação em saúde é uma realidade que desponta com diversas vantagens para as organizações hospitalares. De um lado, observa-se a otimização do atendimento clínico com a inserção dos prontuários eletrônicos e melhoria da relação humanística entre médico-paciente. De outro, verifica-se o controle dos processos organizacionais, levantamentos de dados relevantes e integração com os demais sistemas externos.

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